02136nam a2200157 4500001000700000100004100007101000800048200009000056330162500146461009301771606001601864606003901880606001301919606001601932700003001948371753 a20040629u y0pory50 ba aeng aNewspaper reporting and the public construction of homicidefMoira Peel... [et al.]  aO artigo salienta a forma distorcida como a imprensa do Reino Unido relata casos de homicídios perpetrados no país, contribuindo, por este meio, para os diferentes enquadramentos que a sociedade faz dos problemas de âmbito criminológico. Procedeu-se, para tal, à observação de 2.685 casos de homicídios relatados em três jornais nacionais, o "Times", o "Mail" e o "Mirror", no período de 1993 a 1997. Ao fazer um levantamento sistemático da natureza das distorções dos relatos, o estudo observou a forma como os jornais contribuiram para a ideação do homicídio. Analisou, para tal, um vasto número de variáveis destinadas a explicar os aspectos mais salientes do relato do homicídio. Verificou-se que as circunstâncias em que a morte ocorreu desempenharam um papel fundamental, havendo uma tendência para serem relatados casos de homicídios de âmbito sexual e de actos violentos sem motivo. Verificou-se ainda uma forte tendência para relatar os homicídios com crianças, mas o mesmo não se verificou em relação aos homicídios de recém-nascidos. Estas narrações arquitectam o homicídio de uma forma diferente da realidade, dando especial relevo a versões próprias caracterizadas pela "diferença" e pelo perigo. Concluindo: estes factores, que contribuem de uma forma distorcida para o enquadramento dos problemas de âmbito criminológico, podem, segundo os autores, encorajar respostas a nível político e social à questão do homicídio, que não tenham por base a realidade estatística, mas sim a forma como os media a representam. cOxforddMarch 2004vV.44,n.2tBritish Journal of Criminology (The)x0007-0955pp.256-275 aHOMICÍDIO aMEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSAS aIMPRENSA aREINO UNIDO aPEELObMoira... [et al.]