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    <subfield code="a">Criminalidade organizada</subfield>
    <subfield code="e">que pol&#xED;tica criminal?</subfield>
    <subfield code="f">Anabela Miranda Rodrigues </subfield>
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    <subfield code="a">(*). In: Direito Penal Econ&#xF3;mico e Europeu: textos doutrin&#xE1;rios. Coimbra : Coimbra Editora, 2009. vol. 3. ISBN 9789723216714. p. 183-198.</subfield>
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    <subfield code="t">(*). In: Direito Penal Econ&#xF3;mico e Europeu: textos doutrin&#xE1;rios. Coimbra : Coimbra Editora, 2009. vol. 3. ISBN 9789723216714. p. 183-198.. </subfield>
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    <subfield code="a">A &#xAB;globaliza&#xE7;&#xE3;o&#xBB; &#xE9; uma das caracter&#xED;sticas que define os modelos sociais post-industriais. A fractaliza&#xE7;&#xE3;o apresenta-se como uma chave de compreens&#xE3;o da criminalidade na sociedade globalizada, ordenada a partir do caos, em que a anomia e a divis&#xE3;o do trabalho de Durkheim e o movimento centro/periferia de Braudel ganham novo sentido. A teoria da &#xAB;sociedade fractal&#xBB;, adaptando estes conceitos ao contexto da sociedade emergente, &#xE9; uma esp&#xE9;cie de &#xAB;teoria da relatividade criminol&#xF3;gica. O crime n&#xE3;o seria s&#xF3; &#xAB;normal&#xBB;, como j&#xE1; hoje &#xE9; adquirido, mas tornar-se-ia no &#xAB;instrumento auto-organizado de regula&#xE7;&#xE3;o social&#xBB;. O aspecto mais paradoxal da globaliza&#xE7;&#xE2;o &#xE9; o surgimento de novos espa&#xE7;os de &#xAB;socializa&#xE7;&#xE3;o&#xBB;: a globaliza&#xE7;&#xE3;o traduz-se, sociologicamente, por uma dissemina&#xE7;&#xE3;o de &#xAB;redes&#xBB; de indiv&#xED;duos que se identificam entre si, n&#xE3;o importando qualquer distin&#xE7;&#xE3;o entre rede legal ali criminosa. O que &#xE9; novo &#xE9; que, do ponto de vista estrutural. n&#xE3;o h&#xE1; diferen&#xE7;a entre as redes quanto &#xE0; sua fun&#xE7;&#xE3;o socializadora de base. A criminalidade deixa de se situar &#xE0; margem da sociedade, j&#xE1; que est&#xE1; em todo o lado. A prop&#xF3;sito da criminalidade organizada, a criminologia destaca as &#xAB;redes difundidas internacionalmente, trabalhando a grande escala, com uma motiva&#xE7;&#xE3;o essencialmente econ&#xF3;mica, que se identificam com a estrutura meio ambiental com a qual fazem corpo&#xBB;, o que lhes assegura uma certa &#xAB;imunidade&#xBB;. Desta nova criminalidade da globaliza&#xE7;&#xE3;o evidenciam-se as caracter&#xED;sticas da sua organiza&#xE7;&#xE3;o e internacionaliza&#xE7;&#xE3;o e o facto de ser uma criminalidade dos poderosos. No &#xAB;novo&#xBB; mundo, aberto e complexo, o desafio &#xE9; paradoxal&#xBB;: &#xAB;habituarmo-nos a viver com uma criminalidade inerente ao pr&#xF3;prio funcionamento da sociedade e conceber, todavia, r&#xE9;plicas que a impe&#xE7;am de nos submergir&#xBB;. Neste quadro, os sistemas penais, individualmente considerados, s&#xE3;o inoperantes para responder ao desafio da criminalidade. Torna-se imperioso recorrer, no &#xE2;mbito punitivo, &#xE0; coopera&#xE7;&#xE3;o internacional. Neste sentido, o mundo &#xAB;regionalizou-se&#xBB; e nasceram v&#xE1;rios espa&#xE7;os penais, designadamente europeus.</subfield>
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