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    <subfield code="a">Escravid&#xE3;o e tr&#xE1;fico de seres humanos para fins de explora&#xE7;&#xE3;o laboral : o "fen&#xF3;meno criminal" da explora&#xE7;&#xE3;o laboral de cidad&#xE3;os nacionais em Espanha - case study, reflex&#xF5;es e propostas (na &#xF3;tica) de um investigador criminal</subfield>
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    <subfield code="a">" &#xC9; consabido que o tr&#xE1;fico de seres humanos se traduz numa grave e intoler&#xE1;vel viola&#xE7;&#xE3;o dos direitos humanos e integra uma das actividades criminosas mais lucrativas &#xE0; escala mundial, cuja resposta cred&#xED;vel carece n&#xE3;o s&#xF3; de defini&#xE7;&#xE3;o estrat&#xE9;gica rigorosa e integrada (multifacetada e multidisciplinar) , designadamente no que respeita &#xE0; iniciativa legislativa e aos mecanismos e instrumentos jur&#xED;dicos aplic&#xE1;veis, mas tamb&#xE9;m de uma estreita coopera&#xE7;&#xE3;o entre as autoridades policiais e judici&#xE1;rias dos Estados-Partes, sob a medi&#xE7;&#xE3;o de entidade(s) der cariz supra nacional. A montante, como valor referencial, prevalecer&#xE1; a preven&#xE7;&#xE3;o, alicer&#xE7;ada no estudo das causas e na publicita&#xE7;&#xE3;o e conhecimento generalizados - " desocultar". A jusante, destacaremos a sens&#xED;vel tarefa de aprecia&#xE7;&#xE3;o e compreens&#xE3;o da factualidade e consequente aplica&#xE7;&#xE3;o formal do direito (puni&#xE7;&#xE3;o da infrac&#xE7;&#xE3;o) - sentimento de realiza&#xE7;&#xE3;o da Justi&#xE7;a."</subfield>
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    <subfield code="a">Mitigaria uma eventual responsabilidade colectiva omissiva pressupor que este artigo se constitui como mero retrato de um per&#xED;odo hist&#xF3;rico passado? Um registo hist&#xF3;rico, distante? E&#xC7;A, enquanto c&#xF4;nsul portugu&#xEA;s em Havana, Cuba (sob jurisdi&#xE7;&#xE3;o espanhola), a prop&#xF3;sito da explora&#xE7;&#xE3;o dos &#xAB;cem mil asi&#xE1;ticos que o Regulamento de Emigra&#xE7;&#xE3;o pelo porto de Macau p&#xF5;e sob a protec&#xE7;&#xE3;o do Consulado Portugu&#xEA;s&#xBB;, escrevia (a 29 de Dezembro de 1872 e a 17 de Maio de 1873 &#x2013; SEC. XIX), em correspond&#xEA;ncia dirigida &#xE0; tutela em Portugal, que &#xAB;&#xE9; a agricultura que procura enriquecer com o trabalho escravo (&#x2026;); os dep&#xF3;sitos (largos barrac&#xF5;es ou casebres) n&#xE3;o t&#xEA;m higiene, nem asseio, nem ordem, nem humanidade (&#x2026;), ali se conservam aqueles desgra&#xE7;ados at&#xE9; que um propriet&#xE1;rio v&#xE1; reclamar um certo n&#xFA;mero de bra&#xE7;os (&#x2026;),sendo apenas um intervalo escravo entre duas escravid&#xF5;es (&#x2026;); a alimenta&#xE7;&#xE3;o &#xE9; composta de arroz e banana (&#x2026;), trabalham desde a alva at&#xE9; Av&#xE9;-Maria (&#x2026;), mas na for&#xE7;a dos trabalhos h&#xE1; engenhos em que o colono trabalha das 4 da manh&#xE3; &#xE0;s 11 da noite (&#x2026;) e o castigo ordin&#xE1;rio &#xE9; o cepo &#x2013; e &#xE0;s vezes as algemas &#x2013; com as quais, todavia, trabalham; (&#x2026;) uma autoridade local necessitando, para um determinado servi&#xE7;o, um certo n&#xFA;mero de chinas, prende chinas livres, cassa-lhes as c&#xE9;dulas como falsas, e com o motivo que eles, sem documento, est&#xE3;o &#xE0; disposi&#xE7;&#xE3;o da pol&#xED;cia, envia-os, sem sal&#xE1;rio, aos trabalhos (&#x2026;); todo o colono vem a Cuba com a ideia de que no fim do contrato pode voltar &#xE0; China com um pec&#xFA;lio adquirido (&#x2026;); vivendo nas suas aldeias (&#x2026;) em condi&#xE7;&#xF5;es de mis&#xE9;ria (&#x2026;), sup&#xF5;em que as condi&#xE7;&#xF5;es do contrato &#x2013; alimento farto, duas mudas de roupa por ano e quatro pesos mensais &#x2013; s&#xE3;o uma fortuna inesperada (&#x2026;) e que ter&#xE3;o as economias bastantes para voltar &#xE0; China com recursos inextingu&#xED;veis (&#x2026;), mas no fim encontram que est&#xE3;o absolutamente miser&#xE1;veis (&#x2026;); se a justi&#xE7;a n&#xE3;o &#xE9; uma mera categoria de raz&#xE3;o &#x2013; a condi&#xE7;&#xE3;o dos colonos n&#xE3;o &#xE9; compat&#xED;vel com a dignidade desta &#xE9;poca. 140 anos volvidos, neste terceiro mil&#xE9;nio, este artigo prop&#xF5;e-se demonstrar (amparado nos elementos probat&#xF3;rios insertos nas investiga&#xE7;&#xF5;es &#x2013; criminais &#x2013; levadas a cabo no &#xE2;mbito de 112 Inqu&#xE9;ritos Crime) que uma parcela (assinal&#xE1;vel) das rela&#xE7;&#xF5;es laborais actualmente desenvolvidas no espa&#xE7;o ib&#xE9;rico assume uma matriz de continuidade (paralelismo) com aquele registo hist&#xF3;rico, reivindicando o estatuto de &#x201C;fen&#xF3;meno criminal&#x201D;. Sem prescindir de um introdut&#xF3;rio enquadramento legal (compet&#xEA;ncia material, problem&#xE1;ticas e altera&#xE7;&#xF5;es legislativas operadas), procur&#xE1;mos centrar-nos, no essencial, no decurso das investiga&#xE7;&#xF5;es criminais propriamente ditas e na consequente caracteriza&#xE7;&#xE3;o desta realidade do foro criminal, impondo-se a elabora&#xE7;&#xE3;o de perfis (da v&#xED;tima e do traficante), a enuncia&#xE7;&#xE3;o do &#x201C;modus operandi&#x201D; (recrutamento, transporte, destino e regresso) e a escalpeliza&#xE7;&#xE3;o da metodologia da prova (&#x201C;modus probandi&#x201D;).</subfield>
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    <subfield code="t">Investiga&#xE7;&#xE3;o criminal = Revista semestral de investiga&#xE7;&#xE3;o criminal, ci&#xEA;ncias criminais e forenses. - N&#xBA;5 (maio 2013),p.119-150</subfield>
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    <subfield code="a">TR&#xC1;FICO DE PESSOAS</subfield>
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