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    <subfield code="a">Investiga&#xE7;&#xE3;o criminal face ao tr&#xE1;fico de seres humanos</subfield>
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    <subfield code="a">O crime de Tr&#xE1;fico de Seres Humanos (TSH), complexo, multifacetado e transnacional, permite-nos aqui um breve enquadramento jur&#xED;dico (nacional e internacional), ponto de partida para buscar defini&#xE7;&#xF5;es, enunciar dificuldades e lan&#xE7;ar desafios aos elementos dos v&#xE1;rios &#xD3;rg&#xE3;os de Pol&#xED;cia Criminal (OPC) que com ele frequentemente s&#xE3;o confrontados. A an&#xE1;lise exaustiva e cont&#xED;nua das m&#xFA;ltiplas vertentes deste crime implica a delimita&#xE7;&#xE3;o conceptual e a percep&#xE7;&#xE3;o real do fen&#xF3;meno, passando pela necessidade de consciencializa&#xE7;&#xE3;o da sociedade bem como da utiliza&#xE7;&#xE3;o de todos os instrumentos que a globaliza&#xE7;&#xE3;o disponibiliza, manipulando-os para o aumento da efic&#xE1;cia deste combate. O &#xED;ndice de subdesenvolvimento de um pa&#xED;s &#xE9; directamente proporcional ao n&#xFA;mero de nacionais traficados que buscam, muitas vezes em situa&#xE7;&#xF5;es de desespero e extrema vulnerabilidade, uma vida melhor em pa&#xED;ses est&#xE1;veis econ&#xF3;mica, social e politicamente. Estes movimentos migrat&#xF3;rios levam a que o mundo do crime, quer ao n&#xED;vel altamente organizado, quer assente num sentido de oportunidade pontual, n&#xE3;o resista aos avultados lucros de uma actividade (que envolve tamb&#xE9;m o aux&#xED;lio &#xE0; imigra&#xE7;&#xE3;o ilegal) cujo risco &#xE9;, por ora, compensador. &#xC0;s assimetrias mundiais e &#xE0; imigra&#xE7;&#xE3;o juntam-se as desigualdades de g&#xE9;nero, ra&#xE7;a e etnia para se concluir que o TSH &#xE9; um paradigma na viola&#xE7;&#xE3;o de Direitos Humanos. Responder &#xE0;s cl&#xE1;ssicas perguntas jornal&#xED;sticas Quem, Como, Onde, Quando e Porqu&#xEA; revela-se uma &#xE1;rdua tarefa sobretudo quando se debate com um problema pr&#xE9;vio de defini&#xE7;&#xE3;o ou com a escassez e dispers&#xE3;o de informa&#xE7;&#xE3;o. Importa delimitar conceitos, integr&#xE1;-los na realidade, enquadr&#xE1;-los juridicamente. Importa tra&#xE7;ar rotas comportamentais na perspectiva das v&#xED;timas e traficantes dos v&#xE1;rios "tr&#xE1;ficos" de seres humanos, s&#xF3; assim desvendando estruturas, interliga&#xE7;&#xF5;es, &#x201C;modus operandi&#x201D;, fragilidades deste crime. Este artigo procura contribuir, sem nunca menosprezar uma reflex&#xE3;o cr&#xED;tica, para o esbo&#xE7;o da real dimens&#xE3;o do TSH numa sociedade cuja paisagem do crime est&#xE1; em constante mudan&#xE7;a, dificultando a sua an&#xE1;lise e, por conseguinte, o seu combate; uma sociedade que &#xE9; fonte de crime e de um sentimento de inseguran&#xE7;a generalizado: a chamada sociedade de risco (Beck, 1992). M&#xFA;ltiplos factores &#x2013; como a dificuldade de determinar o local de consuma&#xE7;&#xE3;o, a porosidade evidente entre o poder econ&#xF3;mico e pol&#xED;tico e o mundo do crime ou ainda as complexas rela&#xE7;&#xF5;es entre crime organizado e de rua &#x2013; viciam os dados da an&#xE1;lise criminol&#xF3;gica convencional. Os OPC assumem um papel fundamental, estruturante no combate ao TSH que deve ser sublinhado pela forma&#xE7;&#xE3;o inicial e cont&#xED;nua, transversal e adequada &#xE0;s compet&#xEA;ncias legalmente atribu&#xED;das bem como pelo trabalho de especializa&#xE7;&#xE3;o, que se sabe optimizador da actividade operacional.</subfield>
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    <subfield code="t">Investiga&#xE7;&#xE3;o criminal = Revista semestral de investiga&#xE7;&#xE3;o criminal, ci&#xEA;ncias criminais e forenses. - N&#xBA;1 (fevereiro 2011),p.108-132</subfield>
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    <subfield code="a">TR&#xC1;FICO DE PESSOAS</subfield>
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    <subfield code="a">INVESTIGA&#xC7;&#xC3;O CRIMINAL</subfield>
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    <subfield code="a">CRIMINALIDADE TRANSNACIONAL</subfield>
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