017650000a22002170004500001000700000100004100007101000800048135000600056200005900062205001100121210004100132215001800173225001600191310002100207330124000228606001401468606002301482666000601505700001801511702001801529337443 a20220318 pory50  apor au aO anti-cristofFrederico Nietzsche; trad. Carlos Grifo a2ª ed aLisboad[s.d.]cEditorial Presença a138 p.d18 cm aClássicos aoferta de M.A.C. aA obra de Nietzsche tem a marca da imparidade dentro da nossa cultura. Dela tem-se dito quase tudo e em todos os tons e, não obstante, vemo-la esgueirar-se incansávelmente a esse cerco de classificações e apresentar-se diante de nós com um inexaurível sabor de novidade. Pensamento assistemático, aforístico, filósófico-poético ou poético-filosófico, o que quisermos, mas sobretudo um pensamento que deixa sempre uma raiz sempre uma raiz algures em todas as conjecturas- as mais válidas- do nosso século. Serve-nos de testemunho eloquente este anti-cristo, onde simultaneamente se escondem e entremostram as cintilações e os abismos de Nietzsche. A veemência, a diatribe, o ataque directo estão aí à superfície do olhar; mas é pouco contentarmo-nos com essas primeiras impressões de leitura. Seria um Nietzsche demasiado fácil, tão fácil que equivaleria a sepultá-lo ao lado de toda uma polémica que viveu anos a expensas do cristianismo. Não há, pois, literalidade nenhuma nas sentenças que compõem este livro. Neste sentido, podemos arriscar que o Anti-Cristo que se vai ler é, apesar do estrondo das suas frases, menos anti-Cristo que muitas obras apologéticas.  aFILOSOFIA aCULTURA ESPIRITUAL a0 aNietzsche, F. aGrifo, Carlos