017670000a22001810004500001000700000100004100007101000800048135000600056200010700062210004300169215001800212310002100230330126100251606002401512606002301536666000601559700002001565337429 a20220318 pory50  apor au aTradições religiosas entre o tejo e o sado : os círios do santuário da AtalaiafLuís Marques aLisboad1996cISER - Universidade Nova a246 p.d24 cm aoferta de M.A.C. aAté há quinze ou vinte anos pensava-se nos meios letrados que a religião eram coisas dos padres ou superstições. Imaginava-se o clero na génese dos sentimentos religiosos, tomavam-se os efeitos pelas causas. Esta confusão, que está ainda presente em certas esferas da sociedade, resulta do desconhecimento dos mecanismos sociológicos; o clero católico acabou por ganhar com isso um imenso prestígio. O sentimento religioso, as interrogações sobre existência e sobre o seu devir são qualidades intrínsecas do ser pensante. Os mesmos meios letrados também conseguiam distinguir religião de superstição, favorecendo a religião e desprestigiando a superstição. Na prática era uma distinção ideológica e de classe: a religião era inteligente, culta enquanto a superstição era irracional, dos meios populares. Também, desde o positivismo do séc. XIX, foram os sentimentos religiosos classificados de obscurantismo, porquanto recusar compreender os valores dos outros também é obscurantismo. As Ciências Sociais são indispensáveis para entender os fenómenos religiosos; em Portugal, a Sociologia das religiões conta apenas vinte anos enquanto na Europa, já conta mais de um século. aSOCIOLOGIA CULTURAL aCIÊNCIAS SOCIAIS a0 aMarques, Luís