021320000a22002050004500001000700000100004100007101000800048135000600056200004000062210003300102215001700135225002800152310002100180330079200201330087900993606001401872606001201886666000601898700002201904337412 a20220318 pory50  apor au aOssos do ofíciofAntónio Arnaut aCoimbrad1990cFora do Texto a78 p.d22 cm aFicção/ Nosso Tempo aOferta de M.A.C. aOssos do Ofício é uma colectânea de contos de temática forense a que poderia chamar-se romance, porque, embora autónomos, têm personagens comuns e estão ligados por um nexo subtil de complementaridade, como as pérolas de um colar pelo fio invisível que lhes dá forma. Liro emblemático, que vem preencher uma lacuna na bibliografia portuguesa, não deve ser entendido como os retalhos da vida dum advogado ou a crónica da profissão forense, mas a sua alegoria. Só um advogado-escritor como António Arnaut poderia ousar a travessia de longo e tormentoso Rio Meandro dos tribunais e dar-nos o retrato vivo de um mundo que não cabe nas paredes de um qualquer Palácio da Justiça, porque se alimenta dos dramas, sentimentos e paixões do nosso quotidiano. aHavia de escrever um livro sobre as suas vivências profissionais. Um livro que descarnasse os duros ossos do ofício e fosse, por isso mesmo, não o anedotário da vida forense, ou a sua crónica, mas uma alegoria, como um fundo suspiro o é da confissão apenas citada. Só o advogado conhece, verdadeiramente, o longo e tormentoso RIO MEANDRO DA JUSTIÇA, porque só ele tem acesso aos escaninhos ocultos onde fervem os dramas, paixões e sentimentos dos seus figurantes, por vezes, é mesmo o único interveniente da lide a tocar a verdade e a saber que ela lhe pode fugir qual pássaro migrante. A verdade é uma virgem ausente, vestida com sete mantos de cores diferentes, e nenhum deles a desnuda, porque sob a última veste, a mais íntima, há ainda uma poalha translúcida uma tortura de névoa, que é como um vento esquecido e cúmplice... aADVOCACIA aROMANCE a0 aArnaut, António