01529nam a2200193 450000100060000010000410000610100080004720000810005533009910013646100800112760600150120760600130122260600140123560600130124960600160126270000200127870100280129885200090132625794 a20210311c2014 y0pory50 ba apor aO precariado e a luta de classesfGuy Standinggtrad. João Paulo Moreira aA economia mundial encontrase em plena Transformação Global, produzindo uma nova estrutura de classes a nível global. Está a surgir uma nova classe – o precariado –, que se caracteriza por incerteza e insegurança crónicas. Embora o precariado esteja ainda em constituição, com divisões no seu seio, os seus elementos encontram­se unidos na rejeição das velhas tradições políticas dominantes. Para se tornar uma classe transformadora, no entanto, o precariado necessita de ultrapassar o estádio de rebelião primária manifestado em 2011 e de se constituir como uma classeparasi, capaz de se assumir como força de mudança. Isto implica uma luta pela redistribuição dos bens fundamentais para uma vida boa numa sociedade boa no século xxi – não os “meios de produção”, mas a segurança socioeconómica, o controlo sobre o tempo, espaços de qualidade, conhecimento (ou instrução), saber financeiro e capital financeiro.  vN.104dmaio 2014pp. 9-24tRevista Crítica de Ciências SociaiscCoimbra aSOCIOLOGIA aECONOMIA aESTRUTURA aPORTUGAL aSEGURANÇA aSTANDINGbGuy  aMOREIRAb João Paulo jPP82