02236nam a2200169 450000100060000010000410000610100080004720001250005533016790018046100560185960600270191560600340194260600220197660600130199870000450201185200100205625488 a20210115c2020 y0pory50 ba apor aO património prisional portuguêseum roteiro arquitetónico bicentenáriofPaulo Jorge Antunes dos Santos Adriano  aQuando se debate o património cultural edificado, geralmente os edifícios alvo são igrejas, palácios ou castelos, sendo raro o enfoco dado aos edifícios prisionais. Tendencialmente esquecidas, consequência da sua função social, as cadeias constituem um património geralmente considerado desinteressante. Nada poderia estar mais afastado da verdade. Os edifícios, ou espaços prisionais, existem desde os tempos mais remotos, acompanhando o processo evolutivo das sociedades, constituindo testemunhos das diversas épocas que os conceberam. Quem entra numa enxovia da Cadeia da Relação do Porto, numa cela da Penitenciária de Lisboa, ou percorre os pavilhões prisionais da Prisão-Escola em Leiria, é transportado no tempo, consequência de diferentes programas arquitetónicos, materializados segundo conceitos penais divergentes mas representativos da mentalidade e cultura dos séculos XVIII, XIX e XX, respetivamente. Algumas das estruturas prisionais que foram sendo edificadas ao longo de dois séculos ainda hoje integram a rede do atual parque prisional português, no entanto, outras, viram alteradas as suas funções primordiais, sendo adaptadas a outros contextos, ou mesmo destruídas. O intuito deste artigo é tentar traçar uma linha condutora sistemática evolutiva, que liga os finais do século XIX aos finais do século XX, elencando os edifícios que ao longo deste tempo foram sendo edificados, alterados ou destruídos, gerando linhas de preocupação e de sensibilização no contexto de um património geralmente esquecido e vítima de apagamento de memória, ou seja, o património prisional.  vN. 3 e 4d2020pp. 179-216tSombras e LuzescLisboa aARQUITECTURA PRISIONAL aPATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO  aCULTURA PRISIONAL aPORTUGAL aADRIANObPaulo Jorge Antunes dos Santos  jPP458