01884nam a2200193 450000100060000010000410000610100080004720001130005533012800016846100830144860600170153160600320154860600280158060600130160860600110162170000230163270100250165585200100168025255 a20200317c2019 y0pory50 ba apor aMedo do crime e femicídio na intimidadeeconsiderações teóricasfCamila Iglesias, Cátia Pontedeira aA insegurança e o medo do crime têm sido cada vez mais objeto de atenção da Criminologia. A literatura neste domínio converge no sentido de afirmar que as mulheres são as que apresentam níveis mais elevados de medo do crime, muito embora sejam menos vitimadas pela criminalidade. Entretanto, quando olhamos para os crimes que são cometidos nos espaços das relações de intimidade as mulheres são, desproporcionalmente, mais vitimadas do que os homens. Importa, assim, considerar que o medo do crime reportado pelas mulheres se relaciona diretamente com a insegurança vivida tanto nos espaços públicos, quanto nos espaços da vida privada. Neste sentido, o femicídio na intimidade, enquanto manifestação última e mais grave da violência contra a mulher nas relações de intimidade, é uma realidade transversal que não pode ser ignorada. Após uma breve revisão teórica da relação entre o medo do crime sentido pelas mulheres e o femicídio na intimidade, percebe-se que estes dois conceitos raramente são analisados conjuntamente. Neste sentido, e tentando colmatar esta lacuna, o presente artigo o presente artigo propõe uma integração teórica destes construtos até agora não explorada pela Criminologia. vN. 16djulho 2019pp. 64-92tPsiquiatria, Psicologia e JustiçacSanto Tirso aCRIMINOLOGIA aVIOLÊNCIA CONTRA A MULHER aVIOLÊNCIA DE GÉNERO aPORTUGAL aCRIME  aIGLESIASbCamila  aPONTEDEIRAbCátia  jPP461