02047nam a2200181 450000100060000010000410000610100080004720000260005533015640008146100860164560600160173160600140174760600160176160600340177760600270181170000170183885200100185524433 a20120627c2011 y0pory50 ba apor aMaus-tratos e laços aA exposição das crianças à violência levanta grande preocupação no que concerne ao impacto no seu desenvolvimento comportamental, emocional, social e cognitivo, mesmo quando não são vítimas directas dessa violência. É consensual que experiências traumáticas durante os primeiros anos de vida influenciam o desenvolvimento cerebral da criança, assim como a sua interacção com o mundo exterior ao longo da vida. Os maus-tratos aumentam o risco da criança desenvolver quadros depressivos, comportamentos auto-destrutivos, problemas alimentares, défice de atenção, menor rendimento académico, abuso de substâncias, promiscuidade sexual e delinquência. As crianças nos diferentes estádios de desenvolvimento integram os acontecimentos traumáticos em função das suas competências cognitivas e capacidade de resiliência. A interacção conflituosa entre as figuras de suporte num espaço, teoricamente de segurança e protecção, propicia à criança a aprendizagem de modelos de violência na relação interpessoal, na resolução de conflitos e na imposição do poder sobre o outro. As autoras pretendem estudar um grupo de crianças com stressores de violência que frequentam a consulta de 1ª infância do Departamento de Psiquiatria da Infância e Adolescência do CHP. Pretendem avaliar o impacto da vivência de situações de violência no diagnóstico clínico, assim como, na relação com os cuidadores, de acordo com a classificação diagnóstica DC: 0-3R. vN.30,vol.IdJan.-Jun. 2011pp.7-16tRevista Portuguesa de PedopsiquiatriacLisboa aPSIQUIATRIA aCRIANÇA aMAUS TRATOS aVIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS aCOMPORTAMENTO INFANTIL aMOREIRAbLia jP.300