01691nam a2200133 450000100060000010000410000610100080004720000810005533012510013646100580138760600800144570000220152585200100154724206 a20110412c2011 y0pory50 ba apor aDo estereótipo à visão fenomenológicaeanálises sobre o "agarrado" aEste artigo propõe o confronto entre duas visões acerca do toxicodependente: a que é veiculada pelo estereótipo do "agarrado" e a fenomenológica, proposta aqui a partir do acesso da etnografia à sua experiência. Começamos por caracterizar dois tipos de pensamento, o coisista e o construtivista, como formas de olhar e dizer o real, discutindo assim distâncias e aproximações entre senso-comum e ciência; fazemos em seguida uma breve caracterização do conceito de estereótipo, de modo a enquadrar teoricamente o exercício que nos ocupará o resto do artigo. Este exercício analisa dimensões como a relação da figura do "agarrado" com a exclusão social, com a temporalidade ou com a (in)capacidade da abstinência. Concluímos, não pela necessidade de correcção do estereótipo do "agarrado" a partir do que seria uma visão mais rigorosa da ciência, mas pela evidenciação de como, entre ambas, há realimentações mútuas. A linguagem com que falamos da droga é portanto produto duma construção social de que evidenciamos os papéis do senso-comum, da comunicação social e da ciência, em particular da que inscreve a sua produção no dispositivo medicopsicológico. vV.17,n.1d2011pp.17-31tToxicodependênciascLisboa aESTERIÓTIPO SOCIAL DROGA MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL FENOMENOLOGIA aFERNANDESbLuís jP.215