01316nam a2200181 450000100060000010000410000610100080004720000900005533007840014546100910092960600120102060600160103260600130104860600130106160600150107470000350108985200100112422738 a20090723c2008 y0pory50 ba apor aO crime de terrorismoeaspectos psico-antropológicosfJosé Martins Barra da Costa aO terrorismo é uma arma psicológica e o mundo é uma vítima potencial. Uma acção violenta é denominada «terrorista» logo que os seus efeitos psicológicos se sobrepõem aos resultados físicos provocados. Alguém que se candidata a suicida em favor do grupo incorpora um gesto que é altruísta, nobre, merecedor de aprovação social e contemplado com respeito e consideração. Mas, atenta a preparação dispensada ao terrorista-suicida - assente numa profunda lavagem cerebral pelo incitador, canalizada numa perspectiva revolucionária pelo executor e facilitada pela «tendência destrutiva» freudiana - a nossa reflexão é mais profunda: quais são os valores na cultura dos homens-bomba destinados à imolação em favor de uma causa? vA.18,n.4dOut.-Dez. 2008pp.509-528tRevista Portuguesa de Ciência CriminalcCoimbra aCULTURA aTERRORISMO  aVÍTIMA aPORTUGAL aSUICÍDIO aCOSTAbJosé Martins Barra da jPP143