<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<record
    xmlns:xsi="https://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
    xsi:schemaLocation="https://www.loc.gov/MARC21/slim https://www.loc.gov/standards/marcxml/schema/MARC21slim.xsd"
    xmlns="https://www.loc.gov/MARC21/slim">

  <leader>01977nam a2200181   4500</leader>
  <controlfield tag="001">22479</controlfield>
  <datafield tag="090" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">22479</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="100" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">20090520c2009       y0pory50      ba</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="101" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">por</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="200" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">O que a droga faz &#xE0; norma</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="330" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Ao longo deste texto &#xE9; proposta uma leitura das pol&#xED;ticas de redu&#xE7;&#xE3;o de riscos e minimiza&#xE7;&#xE3;o de danos que as toma como uma nova postura normativa em rela&#xE7;&#xE3;o ao fen&#xF3;meno droga. Interroga-se, em primeiro lugar, o actual estatuto da norma constru&#xED;da pela modernidade, alinhando pelas teses que a consideram sujeita a uma forte eros&#xE3;o; mostra-se em seguida como o fen&#xF3;meno droga tem um poder analisador de tal eros&#xE3;o: em que &#xE9; que a sua emerg&#xEA;ncia nas sociedades ocidentais veio confrontar e provocar a ordem normativa estabelecida? Como se tentou fazer-lhe frente atrav&#xE9;s da constru&#xE7;&#xE3;o das normatividades jur&#xED;dica e terap&#xEA;utica? Se &#xE9; verdade que os dispositivos de normaliza&#xE7;&#xE3;o que a modernidade consagrou atravessam hoje uma profunda crise, natural seria esperar que as normatividades terap&#xEA;utica e jur&#xED;dica tamb&#xE9;m n&#xE3;o lhe pudessem fugir. &#xC9; justamente este cen&#xE1;rio de crise que abre a possibilidade de novos modos de equacionar o "problema da droga", abrindo espa&#xE7;o para a entrada em cena de novos actores, de novas pr&#xE1;ticas de cuidados e de movimentos cr&#xED;ticos das pol&#xED;ticas tradicionais neste campo. Enfim, situa-se a redu&#xE7;&#xE3;o de riscos e minimiza&#xE7;&#xE3;o de danos na encruzilhada de novos saberes-poderes das drogas, projectando-a para al&#xE9;m de mero conjunto de pr&#xE1;ticas interventivas, como um modo de participar da gest&#xE3;o do conflito social nos pa&#xED;ses que j&#xE1; aceitaram a incerteza e o risco como fazendo parte da sua ordem quotidiana.</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="461" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="v">V.15,n.1</subfield>
    <subfield code="d">2009</subfield>
    <subfield code="p">p.3-18</subfield>
    <subfield code="t">Toxicodepend&#xEA;ncias</subfield>
    <subfield code="c">Lisboa</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">DROGA  PREVEN&#xC7;&#xC3;O DA DROGA  INTERVEN&#xC7;&#xC3;O</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="700" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">FERNANDES</subfield>
    <subfield code="b">Lu&#xED;s</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="852" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="j">P.215</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="995" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="1">0</subfield>
    <subfield code="4">P__215_000000000000000</subfield>
    <subfield code="5">2021-12-17</subfield>
    <subfield code="9">25808</subfield>
    <subfield code="a">DGRSP</subfield>
    <subfield code="c">DGRSP</subfield>
    <subfield code="k">P.215</subfield>
    <subfield code="n">2021-12-17</subfield>
    <subfield code="o">0</subfield>
    <subfield code="r">AP</subfield>
  </datafield>
</record>
