01909nam a2200157 450000100060000010000410000610100080004720000830005533014140013846100580155260600640161070000280167470100190170270100200172185200100174121859 a20090120c2008 y0pory50 ba apor aA propósito da avaliação clínica numa consulta de toxicodependências aOs resultados da investigação clínica criam a oportunidade de reflectir sobre as características dos programas de intervenção, adaptá-los e corrigir o desempenho dos terapeutas. Nesta análise do desempenho dos programas de substituição opiácea da Consulta de Toxicodependências do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria (HSM), centrámo-nos sobre algumas características dos utentes que prognosticassem uma boa resposta terapêutica em 123 dependentes de heroína admitidos sequencialmente no controlo analítico de metabolitos. Variáveis como o rendimento mensal auferido, tempo de frequência em consulta, a infecção pelo vírus do VIH e a existência de consumos de álcool ou cannabis foram indicadores de desempenho do tratamento da heroinodependência. No plano da intervenção terapêutica também as duas subamostras em substituição com buprenorfina e com metadona tiveram comportamentos diferentes. O estudo sugere uma conclusão paradoxal: a subpopulação em substituição com buprenorfina, com melhor prognóstico à partida, apresenta mais recaídas, mas num quadro de melhor funcionamento psicossocial. Por outro lado, este resultado encontrado não se afigura relacionado tanto com a substância usada na substituição, mas mais com a má utilização da maior autonomia que ela permite aos doentes que a utilizam. vV.14,n.3d2008pp.25-34tToxicodependênciascLisboa aTOXICODEPENDÊNCIA TERAPIA DE SUBSTITUIÇÃO HEROÍNA aCOSTAbNuno Félix da  aPOMBObSamuel  aBARBOSAbFilipe jP.215