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    <subfield code="a">Alternative paradigms of hospital work organisation and health provision</subfield>
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    <subfield code="a">Na grande maioria dos pa&#xED;ses europeus, os servi&#xE7;os hospitalares e de sa&#xFA;de t&#xEA;m vindo a ser pressionados a reduzir custos e aumentar efici&#xEA;ncia. Este artigo analisa o modo como as organiza&#xE7;&#xF5;es de cuidados de sa&#xFA;de t&#xEA;m vindo a adoptar uma das duas vias: &#xAB;mercados internos&#xBB; no pressuposto impl&#xED;cito de uma maior margem de escolha quer para quem presta o servi&#xE7;o quer para quem o utiliza, ou &#xAB;flexibilidade interna&#xBB; e benef&#xED;cios na efici&#xEA;ncia na base da vantagem m&#xFA;tua para ambos os utilizadores e prestadores de servi&#xE7;os de sa&#xFA;de. Estes paradigmas s&#xE3;o analisados por refer&#xEA;ncia aos que reflectem o que se passa no sector da produ&#xE7;&#xE3;o, em particular os modelos &#xAB;Fordistas&#xBB; para redu&#xE7;&#xE3;o de custos na base do volume dos servi&#xE7;os prestados, e os modelos &#xAB;p&#xF3;s-fordistas&#xBB; para a flexibiliza&#xE7;&#xE3;o das pr&#xE1;ticas de trabalho com &#xEA;nfase numa presta&#xE7;&#xE3;o de servi&#xE7;os com qualidade e personalizada. Evid&#xEA;ncias de estudos de caso na &#xE1;rea da sa&#xFA;de no Reino Unido sugerem que &#xAB;mercados internos&#xBB; e o fordismo contribuem para o aumento do n&#xFA;mero de pacientes atendidos sem no entanto reduzir custos ou alargar a margem de escolha dos pacientes, tendo mesmo em alguns casos consequ&#xEA;ncias na diminui&#xE7;&#xE3;o da qualidade do servi&#xE7;o prestado. As implica&#xE7;&#xF5;es destes paradigmas alternativos de flexibilidade-por-constrangimento e flexibilidade-por-consentimento s&#xE3;o relacionadas com a proposta de acordos-de-inova&#xE7;&#xE3;o, aprendizagem ao longo da vida e melhor equil&#xED;brio vida-trabalho tal como recomendado no Conselho Europeu de Lisboa em Junho de 2000. Partindo do princ&#xED;pio de que existem diferen&#xE7;as culturais, &#xE9; argumentado que &#xE9; poss&#xED;vel em Portugal a transi&#xE7;&#xE3;o para um modelo flex&#xED;vel p&#xF3;s-fordista com ganhos de efici&#xEA;ncia nos servi&#xE7;os prestados na sa&#xFA;de na base de uma vantagem m&#xFA;tua quer para pacientes quer prestadores de servi&#xE7;os. Uma nota especial de aten&#xE7;&#xE3;o &#xE9; dada ao facto de tal modelo de melhoria cont&#xED;nua ter sido bem sucedido no sector da produ&#xE7;&#xE3;o em Portugal.</subfield>
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    <subfield code="d">Jan.-Jun. 2007</subfield>
    <subfield code="p">p.19-37</subfield>
    <subfield code="t">Revista Portuguesa de Sa&#xFA;de P&#xFA;blica</subfield>
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    <subfield code="a">SERVI&#xC7;OS DE SA&#xDA;DE  HOSPITALIZA&#xC7;&#xC3;O  FORMA&#xC7;&#xC3;O AO LONGO DA VIDA</subfield>
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