01869nam a2200145 450000100060000010000410000610100080004720001230005533012990017846100870147760600890156470000270165370100330168085200100171320976 a20070924u y0pory50 ba apor aDiferenças sociais na morteea evolução do número de óbitos na população activa portuguesa (1981 a 2001) aEste artigo analisa a evolução do número de óbitos e o perfil das causas de morte na população activa portuguesa ao longo dos últimos vinte anos (1981-2001). Essa evolução mosta que a morte tende a concentrar-se nas idades intermédias, à medida que a população mais jovem e mais velha (mais de 65 anos) se vê afastada do mercado de trabalho. A par desta mudança etária, verifica-se também uma tendência de feminização provocada pelo protagonismo crescente e continuado das mulheres na esfera laboral. Do ponto de vista do perfil das causas de morte, os dados analisados mostram que os activos com estatuto socioprofissional mais elevado morrem mais tardiamente, tendo por principais causas de morte as doenças do aparelho circulatório e de tumores malignos, enquanto os trabalhadores manuais, especializados e não especializados, tendem a morrer mais cedo, muito devido a lesões traumáticas e envenenamentos. Em termos de idade média, as diferenças entre os grupos situados na parte superior e inferior da pirâmide social permanecem significativas ao longo do período analisado, levando a concluir que os progressos na redução da desigualdade perante a morte entre os mais ricos e os mais pobres tiveram um desenvolvimento limitado. vV.25,n.1dJan.-Jun. 2007pp.71-84tRevista Portuguesa de Saúde PúblicacLisboa aCAUSAS MORTE MORTALIDADE DESENVOLVIMENTO SÓCIO-ECONÓMICO DESIGUALDADE SOCIAL aFERREIRAbPedro Moura  aSILVAbPedro Alcântara da  jP.240