02039nam a2200145 450000100060000010000410000610100080004720000520005533015850010746100870169260600500177970000220182970100320185185200100188320721 a20070131u y0pory50 ba apor aA qualidade de vida dos sobreviventes de cancro aO presente artigo pretende realizar uma revisão bibliográfica sobre a qualidade de vida dos sobreviventes de cancro. O cancro deixou de ser em muitas situações uma sentença virtual de morte e passou a enquadrar-se no grupo das doenças crónicas. Tal como nestas, a avaliação dos cuidados de saúde restrita a variáveis biológicas é uma avaliação reducionista que não permite avaliar na globalidade os ganhos em saúde. É neste contexto que surge a avaliação da qualidade de vida como um construto multidimensional e dinâmico marcado por dados objectivos, mas também subjectivos, tendo subjacente a avaliação da eficácia e eficiência dos cuidados de saúde na qualidade de vida percebida pelas próprias pessoas que enfrentam os problemas de saúde. Esta é uma problemática emergente na investigação, identificando-se vários estudos sobre avaliação da qualidade de vida. Apesar da variabilidade de estudos, muitos evidenciam que os sobreviventes de cancro continuam a enfrentar efeitos negativos, quer do cancro, quer dos tratamentos mesmo após estes terem terminado. No entanto vários estudos enfatizam uma qualidade de vida positiva, o que reforça a necessidade de avaliar não só os problemas, mas também os aspectos positivos demonstrados por um crescimento pessoal após uma esperiência traumática. A monitorização das necessidades específicas dos sobreviventes de cancro torna-se fundamental para minimizar a morbilidade que lhe pode estar associada e contribuir para ganhos em saúde. vV.24,n.1dJan.-Jun. 2006pp.37-56tRevista Portuguesa de Saúde PúblicacLisboa aQUALIDADE VIDA QUOTIDIANA DOENÇA SAÚDE aPINTObCândida  aRIBEIRObJosé Luís Pais jP.240