02431nam a2200193 450000100060000010000410000610100080004720000480005533019140010346100580201760600250207560600100210060600180211060600180212860600120214660600340215870000350219285200100222720586 a20060927u y0pory50 ba apor aBrincar com a saúdeeo brincar preventivo aO presente artigo nasceu do desejo de pôr em texto um conjunto de reflexões que foram resultando da prática de intervenção com grupos (de formação e de intervenção) em contexto preventivo ao longo dos últimos 15 anos. Tendo por base da minha intervenção o jogo e a dinâmica de grupos, tem sido claro para mim o grande impacto que esta abordagem tem em quem nela participa e uma resistência a encará-la como séria e técnica e cientificamente suportada por parte de alguns profissionais no domínio da promoção da saúde e da intervenção comunitária. O legado de Lewin, Moreno, Vigotski, Winnicott no domínio do jogo e do brincar postos ao serviço da prevenção, cruzam-se com as leituras dos jogos do quotidiano de Azevedo, Neto, LeBreton e Sami-Ali num enredo que nos transporta do brincar como contexto relacional espontâneo à sua utilização como poderoso instrumento de compreensão e mudança. No final deste percurso em torno da saúde do brincar e do brincar com e para a saúde, confluímos para questões transferenciais, onde a facilidade de adesão ao jogo como instrumento e à dinâmica de grupo como referência, se confronta, no reverso da medalha, com o risco de banalização do recurso e com o perigo de normalização do grupo a partir das expectativas do dinamizador. Moreno ensinou-nos que a espontaneidade não é a utilização de velhos recursos (nossos ou dos outros) em novos contextos mas a procura de variantes decorrentes dos cenários em que nos movemos e dos restantes protagonistas nas cenas do quotidiano. Também no brincar para a saúde se preconiza a descoberta dessas variantes em ensaios e erros acompanhados por um dinamizador que se permite espantar sempre, com cada nova resposta, em cada nova acção, silêncio ou resposta. A brincar, a brincar... se trabalham coisas muito sérias. vV.12,n.2d2006pp.21-30tToxicodependênciascLisboa aDINÂMICA DE GRUPO  aJOGO  aPREVENÇÃO aPROMOÇÃO  aSAÚDE aINTERVENÇÃO COMUNITÁRIA aMELObRaul António Soares de jP.215