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    <subfield code="a">Comportamentos de admiss&#xE3;o de doentes nos hospitais em Portugal</subfield>
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    <subfield code="a">O objectivo deste estudo foi verificar se existem comportamentos diferentes nos processos de admiss&#xE3;o e de transer&#xEA;ncia de doentes nos hospitais em Portugal. Foi analisada a exist&#xEA;ncia de diferen&#xE7;as estatisticamente significativas relativamente &#xE0;s caracter&#xED;sticas de complexidade, gravidade e cas-mix, utilizando-se, para o efeito, dados de 2000 e 2001, relativos a resumos de alta de 374 000 doentes m&#xE9;dicos e cir&#xFA;rgicos, de 84 hospitais centrais, universit&#xE1;rios, especializados, distritais de n&#xED;vel 1 e IPO, cobrindo 18 distritos de Portugal continental, constantes da base de dados de registos da DGS, antes adaptada por forma a incorporar a severidade dos casos. Constru&#xED;ram-se as vari&#xE1;veis: a) Complexidade (do tratamento e do n&#xED;vel de recursos envolvidos); b) Severidade (estadio relativamente &#xE0; doen&#xE7;a principal); c) Case-mix (do hospital, considerando a complexidade e a gravidade das doen&#xE7;as); d) Distrito (vari&#xE1;vel de proveni&#xEA;ncia do doente); e) Dthosp (vari&#xE1;vel de localiza&#xE7;&#xE3;o do hospital); Doentes (vari&#xE1;vel identificadora da proveni&#xEA;ncia do doente relativamente &#xE0; &#xE1;rea de influ&#xEA;ncia do hospital); g) DSP (destino ap&#xF3;s alta). Considera-se o tipo de tratamento (cir&#xFA;rgico ou m&#xE9;dico) e a doen&#xE7;a (diagn&#xF3;stico principal), bem como os n&#xED;veis de gravidade, e agruparam-se as doen&#xE7;as em quatro grupos: 1. Seis doen&#xE7;as mais graves; 2. Seis doen&#xE7;as menos graves; 3. Seis doen&#xE7;as mais complexas; 4. Seis doen&#xE7;as menos complexas. Concluiu-se que existe um padr&#xE3;o comportamental gen&#xE9;rico que, contrariamente ao esperado, mostra a exist&#xEA;ncia de casos mais complexos mas menos graves em hospitais centrais e universit&#xE1;rios quando comparados com distritais e distritais de n&#xED;vel 1 ou quando agrupados com IPO e de novo comparados com distritais e distritais de n&#xED;vel 1. Quando se desceu um n&#xED;vel na an&#xE1;lise (tipo de GDH, m&#xE9;dico ou cir&#xFA;rgico), encontraram-se nos hospitais centrais e universit&#xE1;rios casos mais complexos (conforme esperado) mas menos graves e verificou-se que os casos de maior gravidade est&#xE3;o concentrados nos distritais e distritais de n&#xED;vel 1. Os IPO concentram complexidade e severidade elevadas relativamente a GDH cir&#xFA;rgicos. Relativamente a GDH m&#xE9;dicos, os hospitais centrais e universit&#xE1;rios concentram casos mais complexos e mais graves, conforme esperado. Os casos m&#xE9;dicos tratados nos IPO s&#xE3;o mais complexos mas menos graves do que os casos observados nos distritais. Quando se desceu ao n&#xED;vel da doen&#xE7;a, encontrou-se todo o tipo de situa&#xE7;&#xF5;es: esperadas (complexidade e severidade de doen&#xE7;as graves em hospitais centrais, universit&#xE1;rios e IPO, bem como doen&#xE7;as menos graves e menos complexas em distritais) e inesperadas (casos mais graves nos distritais e distritais de n&#xED;vel 1 apesar de menos complexos e mais complexos mas menos graves nos centrais, universit&#xE1;rios e IPO). Quando se analisaram as movimenta&#xE7;&#xF5;es a montante do hospital, verificou-se que existiam comportamentos diferentes nas admiss&#xF5;es hospitalares consoante se trata de doentes da &#xE1;rea de influ&#xEA;ncia do hospital ou provenientes de fora desta. Os casos mais complexos foram encontrados (em qualquer circunst&#xE2;ncia) nos hospitais centrais, universit&#xE1;rios e IPO, conforme esperado; no entanto, n&#xE3;o existem diferen&#xE7;as relativamente ao n&#xED;vel da gravidade dos mesmos entre centrais, universit&#xE1;rios, IPO ou distritais. Quando os doentes "v&#xEA;m" de fora, n&#xE3;o se encontram os casos de maior gravidade nos hospitais centrais, universit&#xE1;rios ou IPO, relativamente aos distritais, o que contraria a l&#xF3;gica da referencia&#xE7;&#xE3;o. Os doentes admitidos pelos hospitais distritais revelam sempre menor complexidade mas maior gravidade do que os hospitais de tipo 1. Relativamente aos IPO, a situa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; id&#xEA;ntica, os doentes admitidos s&#xE3;o complexos de baixa severidade, embora no caso dos IPO n&#xE3;o existam tantas diferen&#xE7;as consoantes estejamos perante doentes da &#xE1;rea de influ&#xEA;ncia ou de fora dela. Quando se analisaram as transfer&#xEA;ncias, verificou-se que os doentes mais complexos e mais graves que s&#xE3;o transferidos s&#xE3;o aqueles que se encontram nos hospitais centrais e universit&#xE1;rios, contrariamente ao esperado. Os hospitais distritais de n&#xED;vel 1 tranferem doentes com pouca complexidade e pouca gravidade. Verificou-se tamb&#xE9;m que muitos dos doentes destes hospitais que t&#xEA;m alta para domic&#xED;lio ou por morte s&#xE3;o mais graves do que nos hospitais centrais ou universit&#xE1;rios, o que nos mostra que os hospitais distritais de n&#xED;vel 1 n&#xE3;o transferem os seus doentes graves. Uma vez que os hospitais centrais e universit&#xE1;rios tamb&#xE9;m n&#xE3;o admitem os doentes mais graves, conclui-se que ou n&#xE3;o funciona a articula&#xE7;&#xE3;o ou h&#xE1; escolha de doentes.</subfield>
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    <subfield code="d">2006, N. Tem&#xE1;tico</subfield>
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    <subfield code="t">Revista Portuguesa de Sa&#xFA;de P&#xFA;blica</subfield>
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    <subfield code="a">DOENTE  HOSPITALIZA&#xC7;&#xC3;O  PORTUGAL  SA&#xDA;DE P&#xDA;BLICA  ESTUDO CL&#xCD;NICO</subfield>
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