02123nam a2200193 450000100060000010000410000610100080004720001100005533014970016546100720166260600230173460600200175760600460177760600390182370000250186270100150188770100170190285200100191920508 a20060808u y0pory50 ba apor aA violência dos salvadoreseA situação das crianças e jovens em risco nos Centros de Emergência aCriados em 2000 para suprir a necessidade de integrar rapidamente crianças e jovens em risco sem possibilidade de regresso imediato às respectivas famílias, os Centros de Emergência constituíram aparentemente uma boa solução. O seu número aumentou significativamente para responder às aparentes necessidades de um número cada vez maior de menores que eram retiradas às famílias e instalaram-se círculos viciosos que cresceram e perverteram todo o processo: - a nova solução facilitou a retirada de menores às famílias, ultrapassando a lotação dos Centros de Emergência; - as condições destes Centros, que por vezes já eram algo deficitárias à partida, deterioraram-se, tornando-se claramente desadequadas; - o tempo máximo estabelecido de estadia dos menores nos Centros de Emergência, de 48h, pressupondo o encaminhamento rápido para outros serviços era, e continua a ser, sistematicamente ultrapassado, prolongando-se por semanas, meses, anos... Como pedopsiquiatras, propomo-nos reflectir e divulgar o impacto que a permanência nos Centros de Emergência têm sobre estas crianças e jovens, cujo percurso de vida anterior determinou já fragilidades psíquicas importantes. O objectivo é tentar mobilizar os técnicos e as autoridades competentes para uma rápida revisão de todo este processo. Para tal serão apresentadas algumas situações ilustrativas e discutidas possíveis alternativas de intervenção. vN.21d2006pp.99-110tRevista Portuguesa de PedopsiquiatriacLisboa aCRIANÇA EM RISCO aJOVEM EM RISCO  aCENTRO DE ACOLHIMENTO 2Fátima Martinho aINTERVENÇÃO PSICOSOCIOLÓGICA aGOLDSCHMIDTbTeresa  aSILVAbV.  aCEPÊDAbT. jP.300