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    <subfield code="a">Socioemotional behavior in childhood as a precursor to delinquency and adaptation</subfield>
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    <subfield code="a">A revis&#xE3;o da literatura no dom&#xED;nio explorado neste trabalho permite concluir que existem diferen&#xE7;as entre os sexos, ao n&#xED;vel do comportamento socio-emocional, da inf&#xE2;ncia &#xE0; vida adulta. Os rapazes tendem a ser mais vulner&#xE1;veis &#xE0; externaliza&#xE7;&#xE3;o de problemas, apresentando comportamentos danosos e incomodativos para os outros, ao passo que as raparigas se caracterizam, de maneira mais habitual, por uma internaliza&#xE7;&#xE3;o dos problemas, directamente associada a perturba&#xE7;&#xF5;es das emo&#xE7;&#xF5;es e dos estados de humor. Como consequ&#xEA;ncia, a conduta delinquente &#xE9; mais comum nos rapazes do que nas raparigas, particularmente a de tipo persistente ao longo da vida, a qual costuma estar fortemente relacionada com d&#xE9;fices neuropsicol&#xF3;gicos e com o aparecimento precoce de problemas de comportamento. A delinqu&#xEA;ncia masculina tende a ser precedida pela externaliza&#xE7;&#xE3;o de problemas, podendo, no entanto a depress&#xE3;o e a ansiedade constituir tamb&#xE9;m percursores do comportamento criminal feminino. No &#xE2;mbito do estudo ainda em curso, o Jyv&#xE4;skyl&#xE4; Longitudinal Study of Personality and Social Development (JYLS), durante o qual sujeitos finlandeses t&#xEA;m vindo a ser seguidos dos 8 aos 42 anos de idade, foi poss&#xED;vel concluir que as diferen&#xE7;as entre os sexos, ao n&#xED;vel da continuidade do desenvolvimento socio-emocional, podem ser descritas de acordo com um modelo bidimensional de regula&#xE7;&#xE3;o emocional e comportamental. As dimens&#xF5;es relacionam-se com as diferen&#xE7;as individuais no auto-controlo e na express&#xE3;o das emo&#xE7;&#xF5;es negativas. A for&#xE7;a do auto-controlo sobre as emo&#xE7;&#xF5;es negativas, associado quer &#xE0; manifesta&#xE7;&#xE3;o, quer &#xE0; inibi&#xE7;&#xE3;o dos comportamentos, permite aduzir um construto para explicar a continuidade verificada, ao longo dos anos, nas condutas teoricamente relacionadas. Um baixo auto-controlo associado &#xE0; manifesta&#xE7;&#xE3;o (externaliza&#xE7;&#xE3;o) dos comportamentos constitui um factor de risco no desenvolvimento masculino, ao passo que os factores de risco para o sexo feminino incluem tamb&#xE9;m um baixo auto-controlo associado &#xE0; inibi&#xE7;&#xE3;o das condutas, patente na passividade e na ansiedade. Estas &#xFA;ltimas manifesta&#xE7;&#xF5;es tendem a proteger o sexo masculino dos problemas de conduta, enquanto que os comportamentos expressos e activos, em oposi&#xE7;&#xE3;o aos de passividade, costumam representar uma mais valia para a mulher, pois facilitam o seu desenvolvimento de carreira. O aparecimento de problemas no funcionamento social &#xE9; geralmente precedido pela acumula&#xE7;&#xE3;o de factores de risco ligados tanto a determinantes ambientais como a adversidades familiares.</subfield>
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