01778nam a2200133 450000100060000010000410000610100080004720001200005533013470017546100570152260600380157970000170161785200100163419653 a20041215u y0pory50 ba apor aA cidade como cenário de prevençãoea cidade de cada um - convite para um passeio por lugares e não lugares aNão há acção que não ocorra num espaço. O mais pequeno pensamento, o simples gesto, o encontro, o drama, o quotidiano social têm um espaço - externo e interno - um cenário que enquadra o que nele se passa. O espaço onde ocorre a acção, é um reservatório de significado que empresta ao actor um sentido que ultrapassa o próprio personagem, ajudando-o a acabar-se como um todo, fomentando a relação com um passado, um presente e um futuro. Dominar as coordenadas do espaço é aquilo que permite ao actor, em qualquer lugar, saber onde está. É isso que lhe permite não se perder no meio do nada. Ou melhor, é isso que lhe permite achar-se quando se permite perder. A conquista deste espaço pessoal - e a autonomia de nele se mover - é essencial no processo de consolidação da identidade. A cidade, com a sua história, empresta a quem nela vive uma identidade e um ritmo próprio, fornecendo espaços onde a partilha de percursos resulta no enriquecimento das fantasias e das referências. Mas essa função tem vindo a esvaziar-se à medida que a cidade ganha em funcionalidade e perde em tradição. Para o inventor em prevenção não basta compreender o significado do comportamento que pretende prevenir mas também as mudanças do cenário onde a sua acção tem lugar. vV.10,n.2d2004pp.3-12tToxicodependênciascLisboa aPREVENÇÃO CIDADE IDENTIDADE aMELObRaúl jP.215