00951nam a2200121 450000100060000010000410000610100080004720000440005533006290009946100620072870000290079085200100081918590 a20020906u y0pory50 ba apor aA droga e "o doce veneno" da religião aAvança-se aqui a hipótese que aquilo que substancialmente liga a droga e a religião é sua função imaginária, o seu carácter utópico, fiduciário e paliativo. Os objectos, os mitos, não falam a partir de si mesmos, mas daquilo que representam ou prometem. Assim da droga e da religião. O que envenena a fonte da vida é a cena imaginária que a si mesma se injecta o veneno da autonomia e faz de nós, em vez de filhos, monstros. Conclui-se que o que salva o homem é o abandono na palavra do Outro, não no imaginário da sua prisão. O que obriga a um salto no vazio: a fé nasce desse salto. vV.8,n.2dJul. 2002pp.77-86tToxicodependênciascLisboa aMOURÃObJosé Augusto jP.215