01543nam a2200157 450000100060000010000410000610100080004720000370005533011170009246100760120960600270128560600300131260600140134270000200135685200090137617029 a20010326c1990 y0pory50 ba apor aElogio da cidadefJoão Peixoto aQual o futuro das cidades? O primeiro problema a resolver é o do próprio conceito de "cidade". Na literatura sociológica, existem duas teorias dominantes: uma que defende a contínua especificidade do "urbano", conferindo identidade às "cidades" ao longo da história; outra que sustenta a diversidade da realidade "urbana", consoante as diferentes sociedades onde se enquadram as concentrações físicas da população. Devemos admitir que ambas as posições têm elementos de verdade. Sociedades, histórias ou civilizações diferentes dão diferentes significados às cidades; mas podemos defender que a forte interacção social, a permanente diversidade dos contactos, a informalidade das relações, sustentam uma forma peculiar de realidade sociológica. A actual sociedade de comunicação introduz alguns dados novos: nunca a comunicação inter-pessoal foi tão independente da proximidade física. Mas mesmo nela, mais importante do que falar do "fim das cidades" ou de uma "urbanização generalizada" é talvez enfatizar a permanente diferença da "cidade".  vN.30dJun. 1990pp.97-112tRevista Critica de Ciencias SociaiscCoimbra aINTERACÇÃO SOCIAL  aRELAÇÃO INTERPESSOAL  aURBANISMO aPEIXOTObJoão jPP82