01465nam a2200133 450000100060000010000410000610100080004720000870005533010690014246100570121160600250126870000280129385200100132114958 a20010326u y0pory50 ba apor aDependência psicológica versus dependência física?fJoão Salvado Ribeiro a1. Os progressos registados nas duas últimas décadas, na área das neurociências, permitiram compreender melhor as bases bioquímicas do comportamento humano, nomeadamente no que se refere ao processo de instalação do fenómeno da dependência física de drogas. 2. Mas, a dependência psicológica continua a ser um fenómeno complexo difícil de deslindar! Os melhores programas de tratamento que visam a abstinência e fazem da prevenção das recaídas um objectivo primordial, fracassam sempre que 'efeitos residuais' induzem o toxicodependente abstinente a recair. 3. A perspectiva psicodinâmica pode constituir uma tentativa para compreender o fenómeno da dependência psicológica e da etiologia dos comportamentos toxicodependentes. 4. Os toxicodependentes em tratamento ainda são a maior fonte de conhecimento para compreensão deste fenómeno da dependência psicológica: a sua história, desfiada ao rítmo das trajectórias de consumos, continua a ser o melhor registo das vicissitudes do seu processo evolutivo. vV.4,n.2d1998pp.45-53tToxicodependênciascLisboa aDEPENDÊNCIA DROGA aRIBEIRObJoão Salvado jP.215