01984nam a2200157 450000100060000010000410000610100080004720001110005533014930016646100570165960600410171670000200175770100170177770100220179485200100181614838 a20010326u y0pory50 ba apor aO discurso jornalístico sobre toxicodependência e drogafCristina Ponte, Ana Cabrera, Rogério Santos aInvestigações quantitativas realizadas sobre a cobertura da imprensa face à toxicodependência e drogas dão conta do predomínio de textos noticiosos de curta dimensão, não assinados, cobrindo maioritariamente acções de repressão (apreensões, prisões, julgamentos). Analisar a cobertura jornalística desta problemática através de outros tipos de texto de maior implicação jornalística (notícias desenvolvidas, reportagens, artigos de análise e de opinião) ou com origem em 'vozes' exteriores aos jornais (crónicas e artigos de especialistas, cartas de leitores) foi o objectivo deste estudo de cerca de dois meses (Maio e Junho de 1996), envolvendo a imprensa diária. O estudo, organizado em torno das estratégias de aproximação aos leitores, fontes e valores notícia, e retratos de 'personagens', deu conta da diversidade de tratamento jornalístico, entre posições de maior abertura editorial, que faziam circular vozes dissonantes face às políticas em vigor, e posições de maior fechamento, organizadas em torno do binómio repressão-punição. Revelou também diversidade do acesso de fontes não oficiais e de 'vozes privadas' à imprensa, nomeadamente jovens e familiares de toxicodependentes, e escassez de apresentação da toxicodependência como doença. Deu conta ainda da importância da personalização de figuras públicas como porta-vozes ou como protagonistas de 'histórias exemplares'. vV.4,n.1d1998pp.83-90tToxicodependênciascLisboa aIMPRENSA TOXICODEPENDÊNCIA DROGA aPONTEbCristina aCABRERAbAna aSANTOSbRogério jP.215