02117nam a2200145 450000100060000010000410000610100080004720001300005533016240018546100450180960600590185470000180191370100300193185200100196114450 a20010326u y0pory50 ba apor aImagens da infânciaecrenças e valores das mães com filhos na escola primáriafPaula Castro, Maria Benedicta Monteiro aEste estudo teve como objectivo l) caracterizar as dimensões de representação do desenvolvimento e da educação das crianças, a partir das crenças e dos valores parentais neste domínio, e 2) identificar alguns dos factores responsáveis pela sua variação. 311 mães de crianças do 1º e 2º anos de escolaridade em três escolas públicas de Lisboa responderam a um questionário que integrava ideias específicas sobre o desenvolvimento e a educação (crenças), e inquiria sobre as características ideais para os filhos, quando na fase adulta (valores), e sobre a duração da infância e da adolescência (etapas da vida). A amostra de mães foi caracterizada em termos sócio-económicos, grau de experiência materna, sexo da criança e percepção comparativa dos filhos. Uma AF em Componentes Principais mostrou a saliência de cinco dimensões de significado das crenças: Tradição,Auto-Regulação, Inatismo, Controlo e 'Bom-selvagem'. A variação da intensidade destas crenças, bem como das crenças maternas sobre as etapas da vida foi, sobretudo notória na clivagem sócio-económica das respondentes. A AFC utilizada para a análise dos valores mostrou a sua organização semântica em torno de duas dimensões: 'conservação-mudança' e 'primazia a si/primazia a outro'.A variação na partilha destes valores decorreu, uma vez mais, apenas da inserção dos sujeitos em categorias sócio-económicas. Os resultados são discutidos à luz do modelo de Sigel et al.(1985; 1986; 1992) sobre as origens das crenças parentais. vN.21d1996pp.93-119tSociologiacLisboa aCRENÇAS PARENTAIS VALORES DESENVOLVIMENTO INFANTIL aCASTRObPaula aMONTEIRObMaria Benedicta jP.230