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    <subfield code="a">Rela&#xE7;&#xE3;o entre a media&#xE7;&#xE3;o familiar e os processos judiciais</subfield>
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    <subfield code="a">A an&#xE1;lise da rela&#xE7;&#xE3;o da media&#xE7;&#xE3;o familiar com os processos judiciais remete-nos necessariamente para a quest&#xE3;o da rela&#xE7;&#xE3;o entre media&#xE7;&#xE3;o familiar e justi&#xE7;a. Esta, por seu lado, invoca as din&#xE2;micas entre justi&#xE7;a e cidad&#xE3;os relativas &#xE0; satisfa&#xE7;&#xE3;o de leg&#xED;timas expectativas de reservas da vida privada e familiar e &#xE0; simult&#xE2;nea efectiva&#xE7;&#xE3;o de solu&#xE7;&#xF5;es judiciais compat&#xED;veis com uma co-parental idade respons&#xE1;vel e com a considera&#xE7;&#xE3;o dos factores globais de realiza&#xE7;&#xE3;o pessoal em situa&#xE7;&#xF5;es de ruptura familiar. A media&#xE7;&#xE3;o familiar realizada previamente ao processo judical apresenta acrescidas vantagens para a seu desenvolvimento favor&#xE1;vel, prevenindo o agravamento da conflitualidade e a consolida&#xE7;&#xE3;o de uma cultura de negocia&#xE7;&#xE3;o e de normaliza&#xE7;&#xE3;o consensual dos conflitos familiares. No decurso do processo judicial, a media&#xE7;&#xE3;o familiar mant&#xE9;m-se pertinente e introduz a pondera&#xE7;&#xE3;o acerca da interven&#xE7;&#xE3;o e do papel das partes, do juiz, do advogado, do inquiridor social e do perito na rela&#xE7;&#xE3;o entre ela e o processo judicial. Se o pedido de media&#xE7;&#xE3;o surge no &#xE2;mbito de um processo judicial que visa o cumprimento coercivo de uma decis&#xE3;o judicial anterior ou a sua altera&#xE7;&#xE3;o, o que frequentemente ocorre relativamente ao exerc&#xED;cio das responsabilidades parentais, a sua aprecia&#xE7;&#xE3;o deveria tomar em considera&#xE7;&#xE3;o o efectivo interesse das partes na media&#xE7;&#xE3;o e a sua real disponibilidade para a realizarem. preocupa&#xE7;&#xF5;es relativas &#xE0; n&#xE3;o denega&#xE7;&#xE3;o da justi&#xE7;a e &#xE0; celeridade da interven&#xE7;&#xE3;o judicial revelam-se particularmente importantes, nestes casos. &#xC9; tamb&#xE9;m na base de uma dupla rela&#xE7;&#xE3;o de complementaridade e de autonomia que se desdobram as actividades, fun&#xE7;&#xF5;es e rela&#xE7;&#xF5;es medidor/juiz. A harmoniza&#xE7;&#xE3;o e a integra&#xE7;&#xE3;o das esferas de interven&#xE7;&#xE3;o - judici&#xE1;ria e n&#xE3;o judici&#xE1;ria - passam pela conten&#xE7;&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o judicial nos limites do judici&#xE1;rio e pela sua compatibiliza&#xE7;&#xE3;o, durante a pend&#xEA;ncia do processo judicial, com os m&#xE9;todos, caracter&#xED;sticas e fins da media&#xE7;&#xE3;o familiar. A realiza&#xE7;&#xE3;o dos objectivos finais da media&#xE7;&#xE3;o familiar - o estabelecimento de um acordo e a adop&#xE7;&#xE3;o de uma comunica&#xE7;&#xE3;o funcional para o futuro - dependem grandemente da confidencialidade das informa&#xE7;&#xF5;es trazidas pelas partes ao processo de media&#xE7;&#xE3;o. Embora n&#xE3;o ablosuta, a confidencialidade condiciona a dignidade e a efic&#xE1;cia de todo o processo. Imp&#xF5;e-se, por isso, aqui tamb&#xE9;m, a correcta articula&#xE7;&#xE3;o e integra&#xE7;&#xE3;o das interven&#xE7;&#xF5;es judici&#xE1;rias e n&#xE3;o judici&#xE1;rias.</subfield>
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    <subfield code="v">N. 2,</subfield>
    <subfield code="d">Abril-Junho 1999</subfield>
    <subfield code="p">p.69-99</subfield>
    <subfield code="t">Inf&#xE2;ncia e Juventude &#x2013; Revista do Instituto de Reinser&#xE7;&#xE3;o Social</subfield>
    <subfield code="c">Lisboa</subfield>
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    <subfield code="a">MEDIA&#xC7;&#xC3;O FAMILIAR</subfield>
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