01793nam a2200133 450000100060000010000410000610100080004720001100005533013610016546100620152660600240158870000370161285200100164913443 a20010326u y0pory50 ba apor a'O prazer aquém do corpo'econfluência para uma abordagem preventivafRaúl António Soares de Melo aResumo: Não é possível, estar-se a bem, simultaneamente, com 'Deus e o Diabo', ver o todo e estudar a parte, ser-se o poeta e o cientista. É talvez este o verdadeiro contexto em que se enquadra a toxicodependência: a dificuldade de conjugar tendências opostas, encontrar compromissos entre extremos, garantir o funcionamento homeostático do sistema. Pensar o corpo na toxicodependência é perspectivar o espaço relacional - interno e externo -, a gestão da distância para o objecto amado, o confronto com a imagem reflectida no espelho relacional. É compreender o contexto biológico do comportamento e o seu jogo de condicionamentos com o meio. É ainda, entender o seu significado no plano social, à luz dos paradoxos da sociedade moderna. A prevenção deverá ser concebida como integradora, contínua no tempo, elegendo a linguagem e os interlocutores adequados, de modo a dar respostas alternativas às necessidades expressas na toxicodependência, independentemente da vertente pela qual se analise o fenómeno. Assume-se o corpo como a encruzilhada de todas as abordagens, utilizando como metodologia a acção-reflexão. Assim se pretende passar do corpo-máquina ao corpo pensante e actuante. Assim se pretende passar do prazer aquém do corpo, para o prazer de um corpo uno, integrado e, sobretudo, VIVO. vA.2,n.2dJun. 1996pp.27-33tToxicodependênciascLisboa aTOXICODEPENDÊNCIA aDE MELObRaúl António Soares jP.215