02865nam a2200253 450000100060000010000410000610100080004720002270005521000240028221500200030622500240032633020030035060600280235360600130238160600250239460600190241960600260243860600210246460600260248560600130251170000440252470100300256885200130259812177 a20201217d2018 y0pory50 ba apor aPerceções dos reclusos sobre a vida na prisão e o processo de ressocializaçãod=Inmates’ perceptions of life in prison and reintegration processfGloria Svietlana Jólluskin García, Sílvia Antunes Pereira  a[S.l.cs.n.]d2018  ap. 8-29dem PDF aPSIQUEvvol XIV (2) aOs estudos sobre a reincidência criminal não costumam centrar-se na reflexão sobre os motivos percecionados pelos reclusos, em relação ao sucesso ou insucesso da reinserção. Com o presente trabalho, de natureza qualitativa, pretende-se descrever e compreender as perceções dos reclusos face ao tratamento prisional, assim como os comportamentos que estes esperam manter em liberdade e a sua capacidade para antecipar os diferentes obstáculos que poderão ter de enfrentar. De forma a alcançar estes objetivos, foram realizadas entrevistas a 15 reclusos do sexo masculino, com idades entre os 25 e os 64 anos, que se encontravam a cumprir uma pena privativa de liberdade num Estabelecimento Prisional do norte do país, realizando posteriormente uma análise de conteúdo das mesmas. Os resultados mostraram que a maioria dos participantes apresentou uma visão positiva em relação ao sucesso da sua ressocialização, ainda que no discurso dos participantes não se tenha constatado a capacidade de construir um plano para o futuro. A maior parte dos reclusos percecionou as atividades propostas durante o trata-mento prisional como uma oportunidade de melhoramento pessoal, sobretudo a nível escolar e profissional. Contudo, em relação ao impacto pessoal da experiência na prisão, as verbalizações dos reclusos podem ser interpretadas como negativas. Os reclusos manifestaram ainda que costumam aproveitar o tempo em liberdade com a família e amigos, percecionando a liberdade condicional (LC) como uma oportunidade de integração na sociedade, e considerando o suporte familiar como sendo essencial, durante e depois do cumprimento da pena. Finalizamos o trabalho com uma reflexão sobre as formas de favorecer a melhor adequação das atividades prisionais às características da população prisional, assim como sobre a implementação e o desenvolvimento de programas de acompanhamento aos reclusos, após a sua libertação.  aDIREITO PENITENCIÁRIO aPRISÃO aTRATAMENTO PRISIONAL aREINCIDÊNCIA aREINSERÇÃO SOCIAL aREINTEGRAÇÃO aINTEGRAÇÃO SOCIAL aPORTUGAL aGARCÍAbGloria Svietlana Jólluskin  aPEREIRAbSílvia Antunes j343.8GAR