<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<record
    xmlns:xsi="https://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
    xsi:schemaLocation="https://www.loc.gov/MARC21/slim https://www.loc.gov/standards/marcxml/schema/MARC21slim.xsd"
    xmlns="https://www.loc.gov/MARC21/slim">

  <leader>07043nam a2200337   4500</leader>
  <controlfield tag="001">11246</controlfield>
  <datafield tag="090" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">11246</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="100" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">20190205d2013       y0pory50      ba</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="101" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">por</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="200" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Criminalidade, Etnicidade e Desigualdades</subfield>
    <subfield code="e">An&#xE1;lise comparativa entre os grupos nacionais dos PALOP e Leste Europeu e o grupo &#xE9;tnico cigano</subfield>
    <subfield code="f">S&#xED;lvia Andreia da Mota Gomes</subfield>
    <subfield code="g">ori.tese Helena Machado, Manuel Carlos Silva</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="210" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">[S.l.</subfield>
    <subfield code="c">s.n.]</subfield>
    <subfield code="d">2013</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="215" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">XIV, 406, 8 p.</subfield>
    <subfield code="d">30 cm PDF</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="225" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Estudos</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="300" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Tese de Doutoramento em Sociologia Especialidade de Sociologia e Metodologia Fundamentais apresentada &#xE1; Universidade do Minho, Instituto de Ci&#xEA;ncias Sociais</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="330" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Esta disserta&#xE7;&#xE3;o procura entender a problem&#xE1;tica da criminalidade quando associada a grupos estrangeiros e &#xE9;tnicos em Portugal, designadamente os estrangeiros dos PALOP e Leste europeu e o grupo &#xE9;tnico cigano. A an&#xE1;lise desta quest&#xE3;o fez-se sob um triplo ponto de vista: pela recolha das representa&#xE7;&#xF5;es sociais em torno das pr&#xE1;ticas criminais destes grupos sociais constru&#xED;das e projectadas tanto pela imprensa em Portugal, como por actores do sistema de justi&#xE7;a criminal, nomeadamente, guardas prisionais e elementos da direc&#xE7;&#xE3;o de estabelecimentos prisionais; pela an&#xE1;lise das estat&#xED;sticas prisionais existentes; por &#xFA;ltimo, pela particular aten&#xE7;&#xE3;o conferida &#xE0;s traject&#xF3;rias criminais ou de incrimina&#xE7;&#xE3;o nos percursos de vida de homens e mulheres dos referidos grupos sociais, em cumprimento de pena efectiva de pris&#xE3;o. A relev&#xE2;ncia social do tema &#xE9; indissoci&#xE1;vel da sua constru&#xE7;&#xE3;o social e cient&#xED;fica. Objecto de m&#xFA;ltiplas associa&#xE7;&#xF5;es preconceituosas e estereotipadas por parte do senso comum, pelos meios de comunica&#xE7;&#xE3;o social e pelo pr&#xF3;prio sistema de justi&#xE7;a criminal; e sendo ainda uma quest&#xE3;o muito pouco estudada academicamente em Portugal, contrariamente ao que acontece a n&#xED;vel internacional, h&#xE1; muitas perguntas ainda que permanecem sem resposta e que necessitam de ser investigadas de uma forma sistem&#xE1;tica e aprofundada. Tomando conhecimento da complexidade que o fen&#xF3;meno do crime adquire quando interligado com os grupos imigrantes/estrangeiros e &#xE9;tnicos, tentando colmatar uma aus&#xEA;ncia nos estudos cient&#xED;ficos a n&#xED;vel nacional e adoptando uma postura cr&#xED;tica relativamente a l&#xF3;gicas que essencializam a cultura e as op&#xE7;&#xF5;es pessoais como sendo explica&#xE7;&#xF5;es para o envolvimento no crime, sublinha-se a import&#xE2;ncia de olhar os homens e as mulheres estrangeiros e do grupo &#xE9;tnico cigano como sujeitos condicionados pelas suas m&#xFA;ltiplas exclus&#xF5;es e desigualdades sociais. De uma forma multidireccionada e tentando dar uma vis&#xE3;o do conjunto, interessou investigar (i) as representa&#xE7;&#xF5;es sociais constru&#xED;das em torno destes grupos quando directamente relacionados com pr&#xE1;ticas criminais; (ii) a exist&#xEA;ncia ou n&#xE3;o de uma associa&#xE7;&#xE3;o directa, estatisticamente falando, entre estes grupos e determinados tipos de crime; e (iii) os mecanismos que permitem compreender e explicar a sobrerepresenta&#xE7;&#xE3;o destes grupos nos estabelecimentos prisionais portugueses. Na sequ&#xEA;ncia destes pressupostos, encarou-se o fen&#xF3;meno do crime como sendo um facto social com diferentes camadas de an&#xE1;lise, que s&#xE3;o pass&#xED;veis de ser analisadas atrav&#xE9;s dos vi diferentes actores sociais &#x2013; os media, profissionais do sistema criminal e reclusos e reclusas. As desigualdades e exclus&#xF5;es sociais s&#xE3;o produzidas e reproduzidas pela ac&#xE7;&#xE3;o social dos diversos tipos de actores sociais e esta, por sua vez, &#xE9; estruturada pelas condi&#xE7;&#xF5;es (pre)existentes das desigualdades. Por isso, imp&#xF4;s-se n&#xE3;o s&#xF3; a intersec&#xE7;&#xE3;o dos diversos tipos de desigualdades &#x2013; classe, g&#xE9;nero, etnia/nacionalidade &#x2013; nas condi&#xE7;&#xF5;es objectivas de vida dos indiv&#xED;duos, como uma hierarquiza&#xE7;&#xE3;o dos n&#xED;veis de an&#xE1;lise &#x2013; o n&#xED;vel socio-estrutural, o organizacional e o interacional &#x2013;, para compreender o fen&#xF3;meno nos diversos patamares da &#x201C;causalidade estrutural&#x201D;. Especificamente no que toca &#xE0;s traject&#xF3;rias dos reclusos e reclusas consideramos importante focar o cruzamento de tr&#xEA;s abordagens te&#xF3;ricas principais: as teorias da ac&#xE7;&#xE3;o estruturada, as perspectivas da interseccionalidade e o interacionismo simb&#xF3;lico. Numa primeira fase da investiga&#xE7;&#xE3;o, assumiu-se como referente emp&#xED;rico a imprensa: a an&#xE1;lise de not&#xED;cias permitiu perceber a exist&#xEA;ncia de uma produ&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o de imagens da realidade criminal de imigrantes/estrangeiros e grupo &#xE9;tnico cigano que t&#xEA;m implica&#xE7;&#xF5;es na forma&#xE7;&#xE3;o de estere&#xF3;tipos sobre as condutas destes grupos sociais e que serve de base &#xE0; cria&#xE7;&#xE3;o de p&#xE2;nicos morais em torno de determinadas franjas sociais em situa&#xE7;&#xE3;o de exclus&#xE3;o social. Numa segunda fase da investiga&#xE7;&#xE3;o realizada dentro de seis estabelecimentos prisionais portugueses, os referentes emp&#xED;ricos foram as entrevistas a guardas prisionais, a elementos da direc&#xE7;&#xE3;o e a reclusos e reclusas estrangeiros dos PALOP, do Leste Europeu e de etnia cigana que cumpriam pena efetiva de pris&#xE3;o. Entrevistaram-se 30 guardas e 9 elementos da direc&#xE7;&#xE3;o prisionais, de onde foi poss&#xED;vel retirar que os seus discursos se apoiam, em larga medida, na proximidade institucional que possuem com os reclusos, sendo, por&#xE9;m, igualmente vis&#xED;vel que as representa&#xE7;&#xF5;es que partilham em torno dos reclusos que integram estes grupos sociais projectam constru&#xE7;&#xF5;es culturais estereotipadas que circulam noutras esferas da vida em sociedade, de que &#xE9; exemplo a imprensa. Analisaram-se 540 processos individuais de reclusos, que permitiram uma aproxima&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica e a caracteriza&#xE7;&#xE3;o sociol&#xF3;gica da popula&#xE7;&#xE3;o em estudo, de onde foi poss&#xED;vel concluir que o sistema de justi&#xE7;a criminal parece penalizar ou seleccionar a popula&#xE7;&#xE3;o que reclui, com base na sua etnia/nacionalidade, bem como na sua posi&#xE7;&#xE3;o objectiva de vida, que inclui vari&#xE1;veis de g&#xE9;nero e de classe. Realizaram-se ainda 68 entrevistas a reclusos (48 homens e 20 mulheres) que permitiram, atrav&#xE9;s da an&#xE1;lise do sentido conferido pelos actores &#xE0;s suas traject&#xF3;rias de vida, a compreens&#xE3;o, da parte do investigador, que os crimes s&#xE3;o efeitos conjugados de situa&#xE7;&#xF5;es de desigualdade e processos de exclus&#xE3;o social, para os quais contribuem os preconceitos e estere&#xF3;tipos, assim como formas de racismo institucional e quotidiano. Tais situa&#xE7;&#xF5;es e processos despoletam comportamentos desviantes e/ou deten&#xE7;&#xF5;es, condena&#xE7;&#xF5;es e reclus&#xE3;o. </subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">SOCIOLOGIA</subfield>
    <subfield code="9">558</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">CRIMINALIDADE</subfield>
    <subfield code="9">469</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">ETNIAS</subfield>
    <subfield code="9">4317</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">CIGANO</subfield>
    <subfield code="9">5165</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">IMIGRANTE</subfield>
    <subfield code="9">5922</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">DESIGUALDADE SOCIAL</subfield>
    <subfield code="9">11332</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">GUARDA PRISIONAL</subfield>
    <subfield code="9">7169</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">TIPOS DE CRIME</subfield>
    <subfield code="9">12196</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">TESE DE DOUTORAMENTO</subfield>
    <subfield code="9">5155</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">PORTUGAL</subfield>
    <subfield code="9">279</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="700" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">GOMES</subfield>
    <subfield code="b">S&#xED;lvia Andreia da Mota </subfield>
    <subfield code="4">070</subfield>
    <subfield code="9">11906</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="701" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">MACHADO</subfield>
    <subfield code="b">Helena</subfield>
    <subfield code="4">727</subfield>
    <subfield code="9">326154</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="701" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Silva</subfield>
    <subfield code="b">Manuel Carlos</subfield>
    <subfield code="4">727</subfield>
    <subfield code="9">12195</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="852" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="j">EST979</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="995" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="1">0</subfield>
    <subfield code="4">EST_979_000000000000000</subfield>
    <subfield code="5">2021-12-17</subfield>
    <subfield code="6">4447</subfield>
    <subfield code="9">14497</subfield>
    <subfield code="a">DGRSP</subfield>
    <subfield code="c">DGRSP</subfield>
    <subfield code="f">DGRSP44471126121</subfield>
    <subfield code="k">EST979</subfield>
    <subfield code="n">2021-12-17</subfield>
    <subfield code="o">0</subfield>
    <subfield code="r">MO</subfield>
    <subfield code="x">oferta</subfield>
  </datafield>
</record>
