<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<record
    xmlns:xsi="https://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
    xsi:schemaLocation="https://www.loc.gov/MARC21/slim https://www.loc.gov/standards/marcxml/schema/MARC21slim.xsd"
    xmlns="https://www.loc.gov/MARC21/slim">

  <leader>10508nam a2200373   4500</leader>
  <controlfield tag="001">10869</controlfield>
  <datafield tag="090" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">10869</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="100" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">20180703d2018       y0pory50      ba</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="101" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">por</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="200" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Sintomatologia depressiva e delinqu&#xEA;ncia juvenil em adolescentes a cumprirem medidas tutelares educativas</subfield>
    <subfield code="f">Catarina Maria Martins de Azinheira Pral</subfield>
    <subfield code="g">ori. tese Bruno Ademar Paisana Gon&#xE7;alves, Catarina Maria Antunes Valente Marques</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="210" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Lisboa</subfield>
    <subfield code="c">[s.n.]</subfield>
    <subfield code="d">2018</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="215" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">158, [39] p.</subfield>
    <subfield code="d">30 cm em PDF</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="225" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Estudos</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="300" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Tese  para a obten&#xE7;&#xE3;o do grau de Doutor em Psicologia, na especialidade de Psicologia Cl&#xED;nica apresentado na Universidade de Lisboa Faculdade de Psicologia</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="330" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Muitos estudos t&#xEA;m mostrado que a coocorr&#xEA;ncia de v&#xE1;rias formas de psicopatologia, especificamente a depress&#xE3;o, &#xE9; particularmente frequente em jovens delinquentes. Os fatores de prote&#xE7;&#xE3;o individuais destes jovens, nomeadamente a resili&#xEA;ncia, revelam-se igualmente importantes. Diversas teorias explicativas da coocorr&#xEA;ncia t&#xEA;m sido defendidas, nomeadamente a Teoria da falha, de acordo com a qual os problemas externalizantes predizem os problemas internalizantes (Burke, Loeber, Lahey &amp; Rathouz, 2005; Capaldi, 1992); A Teoria do acting-out que defende que os problemas de internaliza&#xE7;&#xE3;o predizem os problemas externalizantes - depress&#xE3;o mascarada (Carlson &amp; Cantwel, 1980; Gold, Matlin &amp; Osgood, 1989) e a Perspetiva da estabilidade que explica a coocorr&#xEA;ncia atrav&#xE9;s de fatores de risco n&#xE3;o espec&#xED;ficos, como sejam a hist&#xF3;ria familiar, a rela&#xE7;&#xE3;o pais-filho e os acontecimentos de vida (Krueguer, 1999; Krueguer, Caspi, Moffitt &amp; Silva, 1998; Overbeek, Vollerberg, Meeus, Engels &amp; Luijpers, 2001). A presen&#xE7;a da resili&#xEA;ncia em grupos de risco espec&#xED;ficos est&#xE1; pouco estudada, existindo no entanto algumas evid&#xEA;ncias de que o processo de resili&#xEA;ncia &#xE9; menos frequente em adolescentes que adotam comportamentos de risco (Wolin e Wolin, 1993), sendo que os adolescentes detidos apresentam n&#xED;veis de resili&#xEA;ncia inferiores quando comparados com adolescentes n&#xE3;o delinquentes (Biscoe &amp; Vincent, 1998). Cyrulnik (2001) defende que a delinqu&#xEA;ncia, em determinados contextos, assume um valor adaptativo, consistindo o comportamento desviante numa estrat&#xE9;gia resiliente. Neste contexto, estabelecemos os seguintes objetivos para a presente investiga&#xE7;&#xE3;o: - Avaliar a preval&#xEA;ncia de sintomatologia depressiva em jovens a cumprirem medidas tutelares educativas e a rela&#xE7;&#xE3;o desta sintomatologia com o risco de reincid&#xEA;ncia criminal; - Avaliar o efeito da institucionaliza&#xE7;&#xE3;o sobre a ocorr&#xEA;ncia de sintomatologia depressiva; - Avaliar a rela&#xE7;&#xE3;o entre a depress&#xE3;o e os n&#xED;veis de reincid&#xEA;ncia, num momento posterior, tendo em conta igualmente a resili&#xEA;ncia e outros fatores avaliados no momento inicial. No intuito de atingir os objetivos propostos o presente estudo adotou uma metodologia de car&#xE1;ter longitudinal: o momento inicial de recolha de informa&#xE7;&#xE3;o ocorreu entre mar&#xE7;o e 2011 e fevereiro de 2012, tendo o follow-up sido desenvolvido em junho e julho de 2014. Na primeira fase de recolha de informa&#xE7;&#xE3;o, procedeu-se &#xE0; aplica&#xE7;&#xE3;o dos instrumentos selecionados para avaliar os constructos, que a seguir descreveremos. Na segunda fase de recolha de informa&#xE7;&#xE3;o, efetuou-se um estudo de follow-up, com vista &#xE0; avalia&#xE7;&#xE3;o da reincid&#xEA;ncia criminal. Com vista a caracterizar a situa&#xE7;&#xE3;o sociodemogr&#xE1;fica dos participantes na investiga&#xE7;&#xE3;o e relacion&#xE1;-la com as restantes vari&#xE1;veis em estudo procedeu-se ao levantamento das vari&#xE1;veis sociodemogr&#xE1;ficas pertinentes para este efeito, nomeadamente idade, g&#xE9;nero e escolaridade. Complementarmente, estabeleceram-se tamb&#xE9;m vari&#xE1;veis caracterizadoras do posicionamento dos sujeitos face ao aparelho da justi&#xE7;a que permitiram proceder a compara&#xE7;&#xF5;es no modelo, atrav&#xE9;s da identifica&#xE7;&#xE3;o do tipo e caracter&#xED;sticas das medidas tutelares educativas a que os jovens se encontravam sujeitos, bem como dos tipos de crime que deram origem aos processos tutelares educativos. Os constructos do modelo, que pretendemos relacionar no estudo em apre&#xE7;o, foram o Risco de reincid&#xEA;ncia criminal; a Depress&#xE3;o; a Resili&#xEA;ncia e a Reincid&#xEA;ncia criminal (observada no follow-up). A avalia&#xE7;&#xE3;o do risco de reincid&#xEA;ncia criminal foi efetuada com base num instrumento de avalia&#xE7;&#xE3;o de necessidades e risco o Youth Level of Service / Case Management Inventory (Hoge, Andrews, &amp; Leschied 2002; adapta&#xE7;&#xE3;o portuguesa DGRS, 2009. A sintomatologia depressiva foi avaliada atrav&#xE9;s da Escala de Depress&#xE3;o do Centro de Estudos Epidemiol&#xF3;gicos (CES-D; Radloff, 1977, vers&#xE3;o portuguesa de Gon&#xE7;alves &amp; Fagulha, 2006). A resili&#xEA;ncia foi avaliada atrav&#xE9;s da Escala de Resili&#xEA;ncia (Wagnild &amp; Young, 1993, vers&#xE3;o Portuguesa de Vig&#xE1;rio, 2010). Os dados obtidos foram analisados atrav&#xE9;s dos m&#xE9;todos da an&#xE1;lise quantitativa, utilizando os programas inform&#xE1;ticos IBM SPSS Statistics (v.19, SPSS, Inc., Chicago, IL) e AMOS (v.16, SPSS, Inc., Chicago, IL), tendo-se procedido &#xE0; analise das medidas descritivas, correla&#xE7;&#xF5;es entre as vari&#xE1;veis estudadas e modelos estruturais. Foram usados Testes de Hip&#xF3;teses e Modelos de Equa&#xE7;&#xF5;es Estruturais (SEM) para testar as hip&#xF3;teses enunciadas, recorrendo-se, tamb&#xE9;m, a casos particulares do SEM, como sendo a An&#xE1;lise Fatorial Explorat&#xF3;ria (AFE), An&#xE1;lise Fatorial Confirmat&#xF3;ria (AFC), An&#xE1;lise Fatorial de 2&#xAA; ordem e Modelos de An&#xE1;lise de Caminhos (Path Analysis), de acordo com os objetivos enunciados. Para avaliar diferen&#xE7;as entre grupos e estabelecer compara&#xE7;&#xF5;es, recorreu-se tamb&#xE9;m &#xE0; an&#xE1;lise multigrupos. O presente estudo envolveu 283 sujeitos, 39 raparigas e 244 rapazes, com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos de idade; 86 cumpriam medida de Acompanhamento Educativo (AE), encontrando-se 197 a cumprir medida de Internamento em Centro Educativo (CE). O perfil sociodemogr&#xE1;fico dos jovens pertencentes &#xE0; amostra estudada aponta para estruturas familiares com marcadas car&#xEA;ncias que os colocam numa situa&#xE7;&#xE3;o de vulnerabilidade face ao fen&#xF3;meno da delinqu&#xEA;ncia juvenil. Na segunda fase foram contactados 196 jovens da amostra inicial. As caracter&#xED;sticas sociodemogr&#xE1;ficas desta subamostra n&#xE3;o diferiam significativamente das caracter&#xED;sticas da amostra inicial, com exce&#xE7;&#xE3;o da vari&#xE1;vel institucionaliza&#xE7;&#xE3;o, sendo a diferen&#xE7;a a favor dos jovens a cumprir medidas de internamento em centro educativo (77%). Os resultados obtidos com base nas medidas descritivas e testes de hip&#xF3;teses apontam para um n&#xED;vel elevado de sintomatologia depressiva (CES-D &gt; 20) em 43 % dos adolescentes, verificando-se que a institucionaliza&#xE7;&#xE3;o aumenta o risco de sintomatologia depressiva, verificando-se que atinge mais de metade dos jovens (51%) a cumprirem medida de internamento em centro educativo. Atrav&#xE9;s da an&#xE1;lise multigrupos verificou-se que: - O risco de reincid&#xEA;ncia criminal e a reincid&#xEA;ncia criminal efetivamente observada s&#xE3;o superiores nos adolescentes a cumprirem medida de internamento em centro educativo; - Observam-se diferen&#xE7;as entre g&#xE9;neros ao n&#xED;vel da reincid&#xEA;ncia criminal as raparigas tendem a reincidir menos; - A gravidade dos crimes cometidos n&#xE3;o se relaciona com as restantes vari&#xE1;veis em estudo. Atrav&#xE9;s do estudo das correla&#xE7;&#xF5;es entre as vari&#xE1;veis estudadas efetuado, verificou-se uma correla&#xE7;&#xE3;o negativa significativa (p &lt; 0,05) entre o total obtido na CES-D e a Escala de Resili&#xEA;ncia (-0,134) e entre o fator II da Escala de Resili&#xEA;ncia- Autosufici&#xEA;ncia e o total da CES-D verificou-se uma correla&#xE7;&#xE3;o negativa fraca (-0,156). Entre o risco de reincid&#xEA;ncia criminal, avaliado atrav&#xE9;s do YLS/CMI e a reincid&#xEA;ncia criminal, verificouse uma correla&#xE7;&#xE3;o positiva significativa, mas baixa (0,253). Os efeitos da Depress&#xE3;o, Risco de Reincid&#xEA;ncia e Resili&#xEA;ncia na Reincid&#xEA;ncia foram estimados por dois modelos de equa&#xE7;&#xF5;es estruturais. As estimativas standardizadas dos coeficientes de regress&#xE3;o e as correla&#xE7;&#xF5;es entre os constructos permitiram-nos concluir que: - O risco de reincid&#xEA;ncia &#xE9; preditor da reincid&#xEA;ncia, dado que o efeito estimado &#xE9; forte e significativo (0,715; p &lt; 0,01); - A depress&#xE3;o influencia a reincid&#xEA;ncia (0,337; p &lt; 0,01), pelo que adolescentes com sintomatologia depressiva mais acentuada tender&#xE3;o a reincidir criminalmente com maior facilidade; - A resili&#xEA;ncia n&#xE3;o influencia a reincid&#xEA;ncia criminal, uma vez que o seu efeito &#xE9; n&#xE3;o significativo. Procedeu-se &#xE0;s estimativas dos coeficientes de regress&#xE3;o para averiguar se a depress&#xE3;o medeia a rela&#xE7;&#xE3;o entre o risco e a reincid&#xEA;ncia atrav&#xE9;s de dois modelos de an&#xE1;lise de caminhos, verificando-se que: - A depress&#xE3;o n&#xE3;o medeia a rela&#xE7;&#xE3;o entre o risco e a reincid&#xEA;ncia em ambos os modelos, com um n&#xED;vel de signific&#xE2;ncia de 5%; - O risco &#xE9; preditor da reincid&#xEA;ncia, como j&#xE1; anteriormente verificado Face aos resultados obtidos, seria interessante efetuar um estudo longitudinal do desenvolvimento das carreiras delitivas destes jovens face &#xE0; reincid&#xEA;ncia criminal em termos et&#xE1;rios (in&#xED;cio da atividade desviante), percurso e abandono. </subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="330" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">Seria igualmente importante aprofundar o estudo sobre o conjunto de fatores de ordem social, cultural, econ&#xF3;mica e outros que motivam ou contextualizam a reincid&#xEA;ncia criminal feminina. A realiza&#xE7;&#xE3;o de um estudo dirigido aos jovens que apresentam sintomatologia depressiva e se encontram a cumprir medidas tutelares educativas, utilizando instrumentos de diagn&#xF3;stico, nomeadamente a entrevista cl&#xED;nica, permitiria no futuro aprofundar e desenvolver os resultados ora alcan&#xE7;ados e aprofundar o conhecimento sobre a rela&#xE7;&#xE3;o entre a depress&#xE3;o e a delinqu&#xEA;ncia juvenil. </subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">PSICOLOGIA</subfield>
    <subfield code="9">705</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">PSICOLOGIA CL&#xCD;NICA</subfield>
    <subfield code="9">6687</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">DIREITO DOS MENORES</subfield>
    <subfield code="9">5107</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">DEPRESS&#xC3;O</subfield>
    <subfield code="9">102457</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">REINCID&#xCA;NCIA CRIMINAL</subfield>
    <subfield code="9">106128</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">MEDIDAS TUTELARES EDUCATIVAS</subfield>
    <subfield code="9">8771</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">ADOLESCENTE</subfield>
    <subfield code="9">5100</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">DELINQU&#xCA;NCIA JUVENIL</subfield>
    <subfield code="9">689</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">CENTRO EDUCATIVO</subfield>
    <subfield code="9">3498</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">TESE DE DOUTORAMENTO</subfield>
    <subfield code="9">5155</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="606" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">PORTUGAL</subfield>
    <subfield code="9">279</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="700" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">PRAL</subfield>
    <subfield code="b">Catarina Maria Martins de Azinheira</subfield>
    <subfield code="4">070</subfield>
    <subfield code="9">11809</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="701" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">GON&#xC7;ALVES</subfield>
    <subfield code="b">Bruno Ademar Paisana</subfield>
    <subfield code="4">727</subfield>
    <subfield code="9">106129</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="701" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="a">MARQUES</subfield>
    <subfield code="b">Catarina Maria Antunes Valente</subfield>
    <subfield code="4">727</subfield>
    <subfield code="9">11810</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="852" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="j">EST914</subfield>
  </datafield>
  <datafield tag="995" ind1=" " ind2=" ">
    <subfield code="1">0</subfield>
    <subfield code="4">EST_914_000000000000000</subfield>
    <subfield code="5">2021-12-17</subfield>
    <subfield code="6">8179</subfield>
    <subfield code="9">14063</subfield>
    <subfield code="a">DGRSP</subfield>
    <subfield code="c">DGRSP</subfield>
    <subfield code="f">DGRSP81791102424</subfield>
    <subfield code="k">EST914</subfield>
    <subfield code="n">2021-12-17</subfield>
    <subfield code="o">0</subfield>
    <subfield code="r">MO</subfield>
    <subfield code="x">oferta</subfield>
  </datafield>
</record>
