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Violência doméstica : significados em torno da intervenção em grupo com mulheres vítimas / Alexandre Herculano da Conceição Soares da Cunha

Autor: CUNHA, Alexandre Herculano da Conceição Soares daIdioma: Português.Publicação: [Braga] : Universidade do Minho, 2012Descrição física: 50 p.; 30 cm (Digitalizada)Coleção: EstudosAssunto: 705 | 220 | 105038 | 917 | 918 | 6017 | 5079 | 279Localização e Cota : EST806 Resumo: No plano internacional, a intervenção em grupo é a modalidade terapêutica mais utilizada com vítimas de violência conjugal Tutty, Bidgood e Rothery (1993). Não obstante, em Portugal, a intervenção em grupo é muito recente e pouco comum. Embora existam poucos estudos sobre a eficácia desta forma de intervenção (Lundy & Grossman, 2001), os que existem apontam para um conjunto de ganhos que o grupo proporciona às mulheres (e.g., competências pessoais, competências sociais, estratégias de coping) (e.g., Raynor & Cantin, 1997, Cox & Stoltenberg, 1991). Com o intuito de conhecermos melhor a experiência, os significados e o impacto deste formato de intervenção terapêutica nas mulheres vítimas de violência conjugal, desenvolvemos uma investigação qualitativa, tendo como metodologia de estudo a análise de conteúdo temática. A amostra é constituída por 19 mulheres vítimas de violência conjugal, que beneficiaram de uma intervenção psicoterapêutica em grupo, desenvolvida no âmbito do projeto Grupos de Ajuda Mútua (GAM), dinamizado pela Universidade do Minho. Procedeu-se à recolha dos dados através de uma entrevista semiestruturada e, posteriormente, o tratamento dos dados foi efetuado com o apoio do software NVIVO8. Os resultados permitem concluir que a intervenção em grupo tem um impacto positivo junto das mulheres vítimas de violência conjugal. Na perspetiva das participantes esta modalidade terapêutica concede um conjunto de vantagens, designadamente, maior suporte social, aumento do bem-estar geral (e.g., diminuição de sintomas), maior apoio psicoemocional, desenvolvimento de estratégias coping (e.g., resolução de problemas, tomada de decisão), partilha de experiência, aumento do conhecimento sobre a violência conjugal (e.g., rompimento com a ideia de caso único, identificação do ciclo da violência), entre outros ganhos que ajudam as vítimas a lidar melhor com o problema e os seus efeitos.
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Monografias Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
EST806 (Browse shelf) 7469 Available DGRSP74691013203

Tese de Dissertação de mestrado integrado em Psicologia, Especialidade de Psicologia da Justiça, pela Universidade do Minho, Escola de Psicologia

No plano internacional, a intervenção em grupo é a modalidade terapêutica mais utilizada com vítimas de violência conjugal Tutty, Bidgood e Rothery (1993). Não obstante, em Portugal, a intervenção em grupo é muito recente e pouco comum. Embora existam poucos estudos sobre a eficácia desta forma de intervenção (Lundy & Grossman, 2001), os que existem apontam para um conjunto de ganhos que o grupo proporciona às mulheres (e.g., competências pessoais, competências sociais, estratégias de coping) (e.g., Raynor & Cantin, 1997, Cox & Stoltenberg, 1991). Com o intuito de conhecermos melhor a experiência, os significados e o impacto deste formato de intervenção terapêutica nas mulheres vítimas de violência conjugal, desenvolvemos uma investigação qualitativa, tendo como metodologia de estudo a análise de conteúdo temática. A amostra é constituída por 19 mulheres vítimas de violência conjugal, que beneficiaram de uma intervenção psicoterapêutica em grupo, desenvolvida no âmbito do projeto Grupos de Ajuda Mútua (GAM), dinamizado pela Universidade do Minho. Procedeu-se à recolha dos dados através de uma entrevista semiestruturada e, posteriormente, o tratamento dos dados foi efetuado com o apoio do software NVIVO8. Os resultados permitem concluir que a intervenção em grupo tem um impacto positivo junto das mulheres vítimas de violência conjugal. Na perspetiva das participantes esta modalidade terapêutica concede um conjunto de vantagens, designadamente, maior suporte social, aumento do bem-estar geral (e.g., diminuição de sintomas), maior apoio psicoemocional, desenvolvimento de estratégias coping (e.g., resolução de problemas, tomada de decisão), partilha de experiência, aumento do conhecimento sobre a violência conjugal (e.g., rompimento com a ideia de caso único, identificação do ciclo da violência), entre outros ganhos que ajudam as vítimas a lidar melhor com o problema e os seus efeitos.

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