Timor-Leste - Interesses internacionais e actores locais / António Barbedo de Magalhães ; colab. Liong Liem Soei, David Scott
Idioma: Português.Publicação: : Edições Afrontamento, 2007Descrição física: 3 vols. (1010 p.); 24cm + anexos (1disco óptico (CD-ROM) em bolsaISBN: 9789723609356Assunto: 118438 | 418986 | 1305 | 418988Localização e Cota : VAR56 - VAR57 - VAR58 Resumo: Vol. I - Ao contrário do que a historiografia australiana durante muitos anos divulgou, o Japão não previa invadir Timor Português. Só o fez devido à prévia invasão australiana. Ao bloquear forças japonesas em Timor Português, a Austrália protegeu o seu território, mas, em consequência disso, morreram na II Grande Guerra muitos mais timorenses (não beligerantes) do que australianos (beligerantes). - A seguir à II Guerra Mundial foi criada a ONU a fim de preservar a paz e promover os direitos humanos e o direito à autodeterminação. Emergiram duas superpotências, os EUA e a URSS, que procuraram estender o seu poder à custa dos enfraquecidos impérios europeus. Os governos de Salazar e Caetano tentaram resistir aos «ventos da história» e os resultados foram desastrosos. - A invasão de Timor-Leste ocorreu num período crítico da Guerra Fria no Sudeste Asiático e teve, por isso, um importante apoio da Austrália, dos Estados Unidos e de outros países ocidentais. Vol. II - No início, a Resistência timorense foi liderada por uma Frente Revolucionária, semelhante a um movimento de libertação, que pretendia representar todo o povo, como era prática corrente na altura, mas acabou por triunfar como movimento nacionalista abrangente, visando o estabelecimento de uma democracia multipartidária e uma independência realista, tendo em conta o quadro geopolítico regional e mundial. - A solidariedade internacional desempenhou um papel muito importante no processo que conduziu à autodeterminação do povo de Timor-Leste. Vol. III - A seguir ao referendo de 30 de Agosto de 1999, Timor-Leste foi arrasado por forças indonésias coadjuvadas por milícias timorenses. A ONU e a Austrália restabeleceram a paz e a segurança e a UNTAET promoveu a estruturação do novo Estado, que ficou formalmente criado em 20 de Maio de 2002. Divergências estratégicas antigas, dificuldades de diálogo interno, retirada prematura das forças da ONU e a prepotência australiana nas negociações sobre o petróleo afectaram o seu desenvolvimento, originando crises graves. Novas eleições, em 2007, e a experiência acumulada poderão ter aberto caminho a uma evolução mais segura no futuro. - Entrevistas. - Cronologia de Timor-Leste. - Anexos. - Bibliografia.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | VAR56 (Browse shelf) | 5433 | Available | DGRSP5433 | |
| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | VAR57 (Browse shelf) | 5434 | Available | DGRSP5434 | |
| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | VAR58 (Browse shelf) | 5435 | Available | DGRSP5435 |
Vol. I - Da invasão australo-holandesa à decisão australo-indonésia de anexar 1941-1974. Vol. II - A luta pela independência 1974-1999. Vol. III - A difícil construção do Estado democrático 1999-2007.
Vol. I - Ao contrário do que a historiografia australiana durante muitos anos divulgou, o Japão não previa invadir Timor Português. Só o fez devido à prévia invasão australiana. Ao bloquear forças japonesas em Timor Português, a Austrália protegeu o seu território, mas, em consequência disso, morreram na II Grande Guerra muitos mais timorenses (não beligerantes) do que australianos (beligerantes). - A seguir à II Guerra Mundial foi criada a ONU a fim de preservar a paz e promover os direitos humanos e o direito à autodeterminação. Emergiram duas superpotências, os EUA e a URSS, que procuraram estender o seu poder à custa dos enfraquecidos impérios europeus. Os governos de Salazar e Caetano tentaram resistir aos «ventos da história» e os resultados foram desastrosos. - A invasão de Timor-Leste ocorreu num período crítico da Guerra Fria no Sudeste Asiático e teve, por isso, um importante apoio da Austrália, dos Estados Unidos e de outros países ocidentais. Vol. II - No início, a Resistência timorense foi liderada por uma Frente Revolucionária, semelhante a um movimento de libertação, que pretendia representar todo o povo, como era prática corrente na altura, mas acabou por triunfar como movimento nacionalista abrangente, visando o estabelecimento de uma democracia multipartidária e uma independência realista, tendo em conta o quadro geopolítico regional e mundial. - A solidariedade internacional desempenhou um papel muito importante no processo que conduziu à autodeterminação do povo de Timor-Leste. Vol. III - A seguir ao referendo de 30 de Agosto de 1999, Timor-Leste foi arrasado por forças indonésias coadjuvadas por milícias timorenses. A ONU e a Austrália restabeleceram a paz e a segurança e a UNTAET promoveu a estruturação do novo Estado, que ficou formalmente criado em 20 de Maio de 2002. Divergências estratégicas antigas, dificuldades de diálogo interno, retirada prematura das forças da ONU e a prepotência australiana nas negociações sobre o petróleo afectaram o seu desenvolvimento, originando crises graves. Novas eleições, em 2007, e a experiência acumulada poderão ter aberto caminho a uma evolução mais segura no futuro. - Entrevistas. - Cronologia de Timor-Leste. - Anexos. - Bibliografia.
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