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Inquérito sobre comportamentos aditivos em jovens internados em Centros Educativos 2015 : estudo 1– os jovens internados em Centros Educativos: características, práticas criminais e comportamentos aditivos / Ludmila Carapinha; Catarina Guerreiro; Carla Ribeiro ; coord. Liliana Ferreira

Autor: CARAPINHA, Ludmila Co-autor: GUERREIRO, Catarina; RIBEIRO, Carla; DIAS, CatarinaAutor secundário: FERREIRA, Liliana Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: Lisboa : Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências , 2016Descrição física: 174 p.; 30 cm + Assunto: DIREITO DE MENORES | ÁLCOOL | 423592 | SUBSTÂNCIAS PSICOACTIVAS | PRISÃO | CONTEXTOS SOCIAIS | PORTUGAL CDU: 343.121.5 Localização e Cota : 343.121.5CAR Resumo: O Inquérito sobre Comportamentos Aditivos em Jovens Internados em Centros Educativos é um projeto do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências - SICAD, desenvolvido em parceria com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, com o objetivo de atualizar o conhecimento sobre os comportamentos aditivos destes jovens, sua relação com a criminalidade e identificação de fatores subjacentes. O estudo que se apresenta inscreve-se neste projeto e tem como objetivos específicos: Objetivos  Caracterizar os jovens em geral quanto a variáveis que se relacionam com o uso/abuso de drogas e álcool e envolvimento em crimes;  Caracterizar o envolvimento em práticas criminais;  Caracterizar os comportamentos aditivos (bebidas alcoólicas, drogas e jogo);  Explorar a relação entre variáveis caracterizadoras do consumo de substâncias psicoativas e envolvimento em crimes. Metodologia Trata-se de um estudo quantitativo, transversal, aplicado à população de jovens presentes nos 6 Centros Educativos do país, em junho de 2015, através de um questionário de autopreenchimento, tendo participado 142 jovens (93% da população). Sobre os dados recolhidos procedeu-se a uma análise descritiva e estatística bivariada. Resultados 1. Consumo de substâncias psicoativas  Os jovens internados nos Centros Educativos apresentam prevalências de consumo de bebidas alcoólicas e de substâncias ilícitas, bem como padrões de consumo nocivo, superiores às dos jovens que frequentam o ensino regular público.  93% já experimentaram bebidas alcoólicas e 89% já consumiram substâncias ilícitas. Nos 12 meses anteriores ao internamento, 82% consumiram bebidas alcoólicas e 80% substâncias ilícitas. Por sua vez, nos 30 dias anteriores, 72% consumiram bebidas alcoólicas e 68% substâncias ilícitas.  Independentemente do período temporal, os tipos de bebidas alcoólicas ingeridas por mais jovens são as espirituosas e a cerveja, destacando-se, a este nível, a cannabis, entre as substâncias ilícitas. Por exemplo, nos 12 meses antes do internamento, 74% beberam espirituosas, 66% beberam cerveja e 79% consumiram cannabis. A seguir à cannabis, o grupo de substâncias/consumos ilícitos referido por mais jovens é o dos estimulantes que não a cocaína (anfetaminas, ecstasy e outros): 22% consumiram nos 12 meses antes e 13% nos 30 dias antes do internamento, sendo os opiáceos, os hipnóticos/sedativos não prescritos e os esteroides anabolizantes mencionados apenas marginalmente.  Quanto às substâncias psicoativas mais comuns, de uma forma geral, estes jovens não diferem dos do ensino regular público. Contudo, as prevalências de consumo são superiores, sobretudo da cannabis, com uma prevalência semelhante à do consumo de bebidas alcoólicas.  Pelo menos metade dos jovens apresentava, nos 30 dias anteriores ao internamento, padrões de consumo de risco acrescido: consumo diário/quase diário de cannabis (46%), beber até ficar “alegre” (53%), consumo “binge” (45%) e embriaguez (29%). 62% consomem habitualmente (sem referência a um período temporal específico) mais do que uma substância na mesma ocasião, sobretudo bebidas alcoólicas e cannabis.  53% dos jovens já tiveram problemas relacionados com o seu consumo de bebidas alcoólicas e 56% com o seu consumo de substâncias ilícitas (24% com ambos), sobretudo o envolvimento em atos de violência (42% devido a substâncias ilícitas e 41% a bebidas alcoólicas), seguido dos problemas graves de rendimento na escola/trabalho (30% devido a substâncias ilícitas e 22% a bebidas alcoólicas) e dos problemas de comportamento em casa (29% devido a substâncias ilícitas e 22% a bebidas alcoólicas). Em ambos os casos, estes estão relacionados com padrões de consumo mais nocivos.  37% dos jovens declaram que já consumiram pelo menos uma vez uma bebida alcoólica após o início do internamento e 36% que já consumiram substância ilícitas. Como, durante o internamento, alguns jovens têm autorização de saída para o exterior do Centro Educativo, para o fim de semana, férias ou frequência de escola/estágios, importou diferenciar as prevalências de consumo dentro e fora deste: 34% já haviam consumido bebidas alcoólicas fora do Centro Educativo, 10% dentro. Por sua vez, 26% já haviam consumido substâncias ilícitas fora do Centro Educativo e 23% dentro.  Quanto a consumo mais recente, 32% dos jovens tomaram bebidas alcoólicas nos 4 últimos 12 meses no internamento (27% fora, 10% dentro) e 34% consumiram substâncias ilícitas (25% fora e 22% dentro). Nos últimos 30 dias, 23% tomaram bebidas alcoólicas (7% dentro) e 19% consumiram ilícitas (13% dentro). Neste período, estes consumos foram realizados essencialmente de forma ocasional, isto é, 1 a 3 dias no mês.  Durante o internamento, a cerveja e as espirituosas mantêm-se como as principais bebidas alcoólicas ingeridas, cingindo-se o consumo de ilícitas quase exclusivamente ao de cannabis.  É de ressaltar a importante redução dos consumos com o início do internamento, em que 2 em cada 3 jovens que consumiam bebidas alcoólicas nos 12 meses anteriores deixaram de o fazer após o início do internamento, o que sucede também a mais de metade dos jovens que consumiam substâncias ilícitas neste período.
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Monografias Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
343.121.5CAR (Browse shelf) 9930 Available DGRSP9930
Monografias Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
343.121.5CAR (Browse shelf) 9931 Available DGRSP9931

O Inquérito sobre Comportamentos Aditivos em Jovens Internados em Centros Educativos é um projeto do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências - SICAD, desenvolvido em parceria com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, com o objetivo de atualizar o conhecimento sobre os comportamentos aditivos destes jovens, sua relação com a criminalidade e identificação de fatores subjacentes. O estudo que se apresenta inscreve-se neste projeto e tem como objetivos específicos: Objetivos  Caracterizar os jovens em geral quanto a variáveis que se relacionam com o uso/abuso de drogas e álcool e envolvimento em crimes;  Caracterizar o envolvimento em práticas criminais;  Caracterizar os comportamentos aditivos (bebidas alcoólicas, drogas e jogo);  Explorar a relação entre variáveis caracterizadoras do consumo de substâncias psicoativas e envolvimento em crimes. Metodologia Trata-se de um estudo quantitativo, transversal, aplicado à população de jovens presentes nos 6 Centros Educativos do país, em junho de 2015, através de um questionário de autopreenchimento, tendo participado 142 jovens (93% da população). Sobre os dados recolhidos procedeu-se a uma análise descritiva e estatística bivariada. Resultados 1. Consumo de substâncias psicoativas  Os jovens internados nos Centros Educativos apresentam prevalências de consumo de bebidas alcoólicas e de substâncias ilícitas, bem como padrões de consumo nocivo, superiores às dos jovens que frequentam o ensino regular público.  93% já experimentaram bebidas alcoólicas e 89% já consumiram substâncias ilícitas. Nos 12 meses anteriores ao internamento, 82% consumiram bebidas alcoólicas e 80% substâncias ilícitas. Por sua vez, nos 30 dias anteriores, 72% consumiram bebidas alcoólicas e 68% substâncias ilícitas.  Independentemente do período temporal, os tipos de bebidas alcoólicas ingeridas por mais jovens são as espirituosas e a cerveja, destacando-se, a este nível, a cannabis, entre as substâncias ilícitas. Por exemplo, nos 12 meses antes do internamento, 74% beberam espirituosas, 66% beberam cerveja e 79% consumiram cannabis. A seguir à cannabis, o grupo de substâncias/consumos ilícitos referido por mais jovens é o dos estimulantes que não a cocaína (anfetaminas, ecstasy e outros): 22% consumiram nos 12 meses antes e 13% nos 30 dias antes do internamento, sendo os opiáceos, os hipnóticos/sedativos não prescritos e os esteroides anabolizantes mencionados apenas marginalmente.  Quanto às substâncias psicoativas mais comuns, de uma forma geral, estes jovens não diferem dos do ensino regular público. Contudo, as prevalências de consumo são superiores, sobretudo da cannabis, com uma prevalência semelhante à do consumo de bebidas alcoólicas.  Pelo menos metade dos jovens apresentava, nos 30 dias anteriores ao internamento, padrões de consumo de risco acrescido: consumo diário/quase diário de cannabis (46%), beber até ficar “alegre” (53%), consumo “binge” (45%) e embriaguez (29%). 62% consomem habitualmente (sem referência a um período temporal específico) mais do que uma substância na mesma ocasião, sobretudo bebidas alcoólicas e cannabis.  53% dos jovens já tiveram problemas relacionados com o seu consumo de bebidas alcoólicas e 56% com o seu consumo de substâncias ilícitas (24% com ambos), sobretudo o envolvimento em atos de violência (42% devido a substâncias ilícitas e 41% a bebidas alcoólicas), seguido dos problemas graves de rendimento na escola/trabalho (30% devido a substâncias ilícitas e 22% a bebidas alcoólicas) e dos problemas de comportamento em casa (29% devido a substâncias ilícitas e 22% a bebidas alcoólicas). Em ambos os casos, estes estão relacionados com padrões de consumo mais nocivos.  37% dos jovens declaram que já consumiram pelo menos uma vez uma bebida alcoólica após o início do internamento e 36% que já consumiram substância ilícitas. Como, durante o internamento, alguns jovens têm autorização de saída para o exterior do Centro Educativo, para o fim de semana, férias ou frequência de escola/estágios, importou diferenciar as prevalências de consumo dentro e fora deste: 34% já haviam consumido bebidas alcoólicas fora do Centro Educativo, 10% dentro. Por sua vez, 26% já haviam consumido substâncias ilícitas fora do Centro Educativo e 23% dentro.  Quanto a consumo mais recente, 32% dos jovens tomaram bebidas alcoólicas nos 4 últimos 12 meses no internamento (27% fora, 10% dentro) e 34% consumiram substâncias ilícitas (25% fora e 22% dentro). Nos últimos 30 dias, 23% tomaram bebidas alcoólicas (7% dentro) e 19% consumiram ilícitas (13% dentro). Neste período, estes consumos foram realizados essencialmente de forma ocasional, isto é, 1 a 3 dias no mês.  Durante o internamento, a cerveja e as espirituosas mantêm-se como as principais bebidas alcoólicas ingeridas, cingindo-se o consumo de ilícitas quase exclusivamente ao de cannabis.  É de ressaltar a importante redução dos consumos com o início do internamento, em que 2 em cada 3 jovens que consumiam bebidas alcoólicas nos 12 meses anteriores deixaram de o fazer após o início do internamento, o que sucede também a mais de metade dos jovens que consumiam substâncias ilícitas neste período.

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