“Relacionamento interpessoal entre as mulheres detidas numa prisão portuguesa” : um estudo qualitativo / Tânia Filipa Araújo Costa ; ori. tese Rui Abrunhosa Gonçalves
Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: Braga : Escola de Psicologia, 2020Descrição física: 37 p. : PDF; 30 cmColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Dissertação de Mestrado Mestrado em Psicologia Assunto: 705 | 10657 | 423545 | 120700 | 5118 | 5079 | 279CDU: 159.9 Localização e Cota : EST1351 Resumo: Esta investigação explorou dois aspetos que têm permanecido ocultos na literatura: o relacionamento interpessoal das reclusas e o efeito do suporte dentro e fora da prisão nessas relações. Para isso, foram entrevistadas 19 mulheres detidas numa prisão portuguesa. Os dados foram analisados através da análise temática e os resultados mostraram que existem dois tipos de relações entre as reclusas: as namoradas e as amigas. Embora tenham diferentes motivações, os propósitos e dinâmicas destas relações são semelhantes. Todas assentam na desconfiança e insegurança e são marcadas pela violência. O ensino e outras atividades favorecem interações positivas, enquanto o trabalho produz rivalidades. Na falta de apoio externo (de familiares e amigos), as reclusas procuram criar laços dentro da prisão que os substituam. Já o apoio do cônjuge parece ser insuficiente, pois várias mulheres envolvem-se simultaneamente em relações homossexuais. Nos casos em que essas relações terminaram após a detenção, as reclusas envolveram-se posteriormente em díades homossexuais. Apesar da ambiguidade, os dados deste estudo aumentam a compreensão do universo prisional feminino, oferecendo novas alternativas para a prática neste contexto.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST1351 (Browse shelf) | 9900 | Available | DGRSP09900 |
Dissertação de Mestrado Mestrado em Psicologia
Esta investigação explorou dois aspetos que têm permanecido ocultos na literatura: o
relacionamento interpessoal das reclusas e o efeito do suporte dentro e fora da prisão nessas relações.
Para isso, foram entrevistadas 19 mulheres detidas numa prisão portuguesa. Os dados foram analisados
através da análise temática e os resultados mostraram que existem dois tipos de relações entre as
reclusas: as namoradas e as amigas. Embora tenham diferentes motivações, os propósitos e dinâmicas
destas relações são semelhantes. Todas assentam na desconfiança e insegurança e são marcadas pela
violência. O ensino e outras atividades favorecem interações positivas, enquanto o trabalho produz
rivalidades. Na falta de apoio externo (de familiares e amigos), as reclusas procuram criar laços dentro
da prisão que os substituam. Já o apoio do cônjuge parece ser insuficiente, pois várias mulheres
envolvem-se simultaneamente em relações homossexuais. Nos casos em que essas relações terminaram
após a detenção, as reclusas envolveram-se posteriormente em díades homossexuais. Apesar da
ambiguidade, os dados deste estudo aumentam a compreensão do universo prisional feminino,
oferecendo novas alternativas para a prática neste contexto.
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