Alimentação nas prisões : conflitualidades, desigualdades e proximidades entre reclusos. / Tânia Carolina Oliveira Freitas ; ori. tese Maria Paula de Vilhena Mascarenhas
Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: Braga : Instituto de Ciências Sociais, 2014Descrição física: 217 p. : PDF; 30 cmColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Dissertação de Mestrado em Crime, Diferença e DesigualdadeAssunto: 558 | 252855 | 7414 | 7379 | 17919 | 5079 | 279CDU: 316 Localização e Cota : EST1344 Resumo: A essência temática deste estudo comparativo entre duas Instituições de caráter carcerário, situa-se nas práticas e dinâmicas que orbitam em torno do quotidiano alimentar de uma instituição que gere não só a alimentação, mas também, os horários, os destinos, os tempos e as vidas daqueles que involuntariamente a preenchem. A investigação que se apresenta, está alicerçada pelo método indutivo, privilegiando o estudo de casos em duas instituições prisionais, com o recurso a técnicas de investigação, tais como a pesquisa e a análise bibliográfica, pesquisa e análise documental dos processos dos reclusos que entram como atores na investigação e, por fim, as entrevistas semiestruturadas aplicadas a doze reclusos de cada estabelecimento prisional em análise, bem como a agentes que se voluntariaram para fazer parte da amostra e que consagram o Staff das duas instituições prisionais em análise, como guardas prisionais e responsável pela alimentação prisional. Os objetivos principais são por um lado apreender as atitudes dos reclusos perante a comida nas duas prisões e por outro analisar as dinâmicas das práticas alimentares nestas “instituições totais”, incluindo os possíveis conflitos, as desigualdades e as diferenças que se geram nos momentos alimentares coletivos e individuais, variando consoante as classes sociais, as relações familiares/amigáveis e as possíveis relações de proximidade entre os reclusos. Todas estas questões de base da vivência prisional em reflexão, levam também à busca pela verdade praticada sobre o direito à alimentação adequada em meio prisional. Surgindo de meses de exploração do ambiente prisional de duas prisões portuguesas antagónicas, percebemos que conceito de “alimentar reclusos” não difere só de país para país, mas de prisão para prisão no mesmo país, assim das realidades empíricas percecionada em torno da alimentação, em torno dos conflitos, das proximidades e das desigualdades existentes em ambiente prisional, no que concerne à esfera alimentar, nutrir passa a não ser um direito, uma essencialidade, dentro e fora de muros, direito apenas de alguns, daqueles que têm os “padrinhos prisionais.”, daqueles que possamos chamar de verdadeiros “bandidos ” ou merecedores de prisão| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST1344 (Browse shelf) | 9893 | Available | DGRSP9893 |
Dissertação de Mestrado em Crime, Diferença e Desigualdade
A essência temática deste estudo comparativo entre duas Instituições de caráter carcerário,
situa-se nas práticas e dinâmicas que orbitam em torno do quotidiano alimentar de uma instituição
que gere não só a alimentação, mas também, os horários, os destinos, os tempos e as vidas
daqueles que involuntariamente a preenchem.
A investigação que se apresenta, está alicerçada pelo método indutivo, privilegiando o estudo de
casos em duas instituições prisionais, com o recurso a técnicas de investigação, tais como a
pesquisa e a análise bibliográfica, pesquisa e análise documental dos processos dos reclusos que
entram como atores na investigação e, por fim, as entrevistas semiestruturadas aplicadas a doze
reclusos de cada estabelecimento prisional em análise, bem como a agentes que se voluntariaram
para fazer parte da amostra e que consagram o Staff das duas instituições prisionais em análise,
como guardas prisionais e responsável pela alimentação prisional.
Os objetivos principais são por um lado apreender as atitudes dos reclusos perante a comida nas
duas prisões e por outro analisar as dinâmicas das práticas alimentares nestas “instituições
totais”, incluindo os possíveis conflitos, as desigualdades e as diferenças que se geram nos
momentos alimentares coletivos e individuais, variando consoante as classes sociais, as relações
familiares/amigáveis e as possíveis relações de proximidade entre os reclusos. Todas estas
questões de base da vivência prisional em reflexão, levam também à busca pela verdade praticada
sobre o direito à alimentação adequada em meio prisional.
Surgindo de meses de exploração do ambiente prisional de duas prisões portuguesas
antagónicas, percebemos que conceito de “alimentar reclusos” não difere só de país para país,
mas de prisão para prisão no mesmo país, assim das realidades empíricas percecionada em torno
da alimentação, em torno dos conflitos, das proximidades e das desigualdades existentes em
ambiente prisional, no que concerne à esfera alimentar, nutrir passa a não ser um direito, uma
essencialidade, dentro e fora de muros, direito apenas de alguns, daqueles que têm os “padrinhos
prisionais.”, daqueles que possamos chamar de verdadeiros “bandidos ” ou merecedores de
prisão
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