A influência da experiência de reclusão na formação das perspetivas de (re)integração social de mulheres em cumprimento de pena / Josiana Rita Simões Silva ; ori. tese Inês Maria Guimarães Nascimento
Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: Porto : Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 2013Descrição física: 93 f.; 30 cm em PDFColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Dissertação apresentada no Mestrado Integrado de PsicologiaAssunto: 705 | 103594 | 104369 | 7262 | 5106 | 551 | 5079 | 279CDU: 159.9 Localização e Cota : EST1331 Resumo: O presente estudo tem como objetivo explorar, partindo do ponto de vista de mulheres em situação de reclusão, em que medida e em que sentido o que acontece no seu quotidiano, durante o tempo em que estão privadas de liberdade, se mostra importante no modo como projetam a sua vida no regresso à liberdade. Participaram neste estudo 10 mulheres em cumprimento de pena no Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo com o estatuto jurídico de condenadas. Através das entrevistas semiestruturadas realizadas com as reclusas, procurou-se obter dados pertinentes relativamente aos períodos de vida (1) anterior (antecedentes vivenciais), (2) durante (experiências na cadeia) e (3) posterior à reclusão (perspetivas de futuro no regresso à liberdade). As informações recolhidas, depois de transcritas, foram objeto de análise e discussão pelas reclusas. Os resultados do estudo permitem concluir que as mulheres reclusas perspetivam o seu futuro regresso à liberdade de uma forma, predominantemente, positiva, antecipando com otimismo os acontecimentos de vida pós reclusão, com destaque para a colocação na estrutura social de emprego e/ou de formação, objetivo para o qual contam com o apoio de familiares. Aparentemente, as experiências vividas pelas mulheres, durante o período de reclusão, nomeadamente, as ocupações laborais, escolares e formativas em que tiveram a oportunidade de se envolver, bem como as visitas e as medidas de flexibilização de que foram objeto, influenciam de um modo significativo e favorável as suas expetativas e projetos de vida futuros quando terminar o cumprimento da pena. Tendo em conta estes resultados, parece justificar-se a criação de condições, em meio prisional, para a experimentação e integração do significado e das implicações futuras de atividade de exploração (direta e indireta) do self e da realidade que aí tenham lugar e que possam permitir às reclusas capitalizar o tempo da reclusão, sob a forma de ganhos psicológicos suscetíveis de serem investidos (e recompensados), num processo de reintegração social bem sucedido.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST1331 (Browse shelf) | 9851 | Available | DGRSP9851 |
Dissertação apresentada no Mestrado Integrado de Psicologia
O presente estudo tem como objetivo explorar, partindo do ponto de vista de mulheres em
situação de reclusão, em que medida e em que sentido o que acontece no seu quotidiano,
durante o tempo em que estão privadas de liberdade, se mostra importante no modo como
projetam a sua vida no regresso à liberdade. Participaram neste estudo 10 mulheres em
cumprimento de pena no Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo com
o estatuto jurídico de condenadas. Através das entrevistas semiestruturadas realizadas com
as reclusas, procurou-se obter dados pertinentes relativamente aos períodos de vida (1)
anterior (antecedentes vivenciais), (2) durante (experiências na cadeia) e (3) posterior à
reclusão (perspetivas de futuro no regresso à liberdade). As informações recolhidas, depois
de transcritas, foram objeto de análise e discussão pelas reclusas. Os resultados do estudo
permitem concluir que as mulheres reclusas perspetivam o seu futuro regresso à liberdade
de uma forma, predominantemente, positiva, antecipando com otimismo os acontecimentos
de vida pós reclusão, com destaque para a colocação na estrutura social de emprego e/ou
de formação, objetivo para o qual contam com o apoio de familiares. Aparentemente, as
experiências vividas pelas mulheres, durante o período de reclusão, nomeadamente, as
ocupações laborais, escolares e formativas em que tiveram a oportunidade de se envolver,
bem como as visitas e as medidas de flexibilização de que foram objeto, influenciam de um
modo significativo e favorável as suas expetativas e projetos de vida futuros quando
terminar o cumprimento da pena. Tendo em conta estes resultados, parece justificar-se a
criação de condições, em meio prisional, para a experimentação e integração do significado
e das implicações futuras de atividade de exploração (direta e indireta) do self e da
realidade que aí tenham lugar e que possam permitir às reclusas capitalizar o tempo da
reclusão, sob a forma de ganhos psicológicos suscetíveis de serem investidos (e
recompensados), num processo de reintegração social bem sucedido.
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