A influência das visitas íntimas na vivência da reclusão feminina / Rita Isabel de Sousa Pinto ; ori. tese Alexandra Oliveira
Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: Porto : Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 2015Descrição física: 73 f.; 30 cm em PDFColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Dissertação apresentada no Mestrado Integrado de PsicologiaAssunto: 705 | 16433 | 423467 | 227281 | 5079 | 279CDU: 159.9 Localização e Cota : EST1325 Resumo: A constatação de um índice de reclusão feminina em Portugal cada vez mais expressivo (Matos & Machado, 2007) e a escassa investigação em torno deste fenómeno, tornam importante a compreensão do modo como as experiências intramuros influenciam a vivência da reclusão feminina. Tendo isto em conta, este estudo tem como objetivos conhecer as atitudes, perceções e significados que as reclusas inscritas e não inscritas no regime de visitas íntimas têm sobre este regime e compreender em que medida percecionam a influência deste na vivência da reclusão feminina. Consequentemente, adotando uma metodologia qualitativa, realizamos entrevistas semiestruturadas, a quarenta reclusas (vinte reclusas inscritas no regime de visitas íntimas e vinte reclusas não inscritas no regime de visitas íntimas), detidas no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo Feminino, que foram sujeitas a análise de conteúdo. Concluímos que todas as reclusas entrevistadas possuem tanto atitudes positivas como negativas em relação à visita íntima. Não obstante, de uma forma geral, independentemente de usufruírem ou não do regime de visitas íntimas, a maioria das mulheres entrevistadas encara as visitas íntimas na prisão como um programa significativo e positivo, com uma influência favorável na vivência da reclusão feminina ao nível da melhoria comportamental e do bem-estar psicológico. A única diferença encontrada entre os dados de ambos os grupos diz respeito à possibilidade de ocorrência de violência durante as visitas íntimas, sendo que a maioria das reclusas inscritas no regime de visitas íntimas afirmou ter conhecimento de algumas situações de violência durante as visitas íntimas, ao contrário da perceção da maioria das reclusas não inscritas neste mesmo regime. Esperamos que os resultados deste estudo, ao fornecer uma maior compreensão sobre este tipo de visitas, possa contribuir para aperfeiçoar este tipo de regime, de forma a melhor servir os objetivos do mesmo. Além disto, a nossa investigação ao demonstrar, do ponto de vista da maioria das entrevistadas, uma contribuição das visitas íntimas ao nível do equilíbrio psicoafectivo e comportamental das reclusas, sugere que melhorar este regime pode aumentar a qualidade de vida de toda a comunidade prisional| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST1325 (Browse shelf) | 9845 | Available | DGRSP9845 |
Dissertação apresentada no Mestrado Integrado de Psicologia
A constatação de um índice de reclusão feminina em Portugal cada vez mais
expressivo (Matos & Machado, 2007) e a escassa investigação em torno deste fenómeno,
tornam importante a compreensão do modo como as experiências intramuros influenciam
a vivência da reclusão feminina. Tendo isto em conta, este estudo tem como objetivos
conhecer as atitudes, perceções e significados que as reclusas inscritas e não inscritas no
regime de visitas íntimas têm sobre este regime e compreender em que medida
percecionam a influência deste na vivência da reclusão feminina.
Consequentemente, adotando uma metodologia qualitativa, realizamos entrevistas
semiestruturadas, a quarenta reclusas (vinte reclusas inscritas no regime de visitas íntimas
e vinte reclusas não inscritas no regime de visitas íntimas), detidas no Estabelecimento
Prisional de Santa Cruz do Bispo Feminino, que foram sujeitas a análise de conteúdo.
Concluímos que todas as reclusas entrevistadas possuem tanto atitudes positivas como
negativas em relação à visita íntima. Não obstante, de uma forma geral,
independentemente de usufruírem ou não do regime de visitas íntimas, a maioria das
mulheres entrevistadas encara as visitas íntimas na prisão como um programa
significativo e positivo, com uma influência favorável na vivência da reclusão feminina
ao nível da melhoria comportamental e do bem-estar psicológico.
A única diferença encontrada entre os dados de ambos os grupos diz respeito à
possibilidade de ocorrência de violência durante as visitas íntimas, sendo que a maioria
das reclusas inscritas no regime de visitas íntimas afirmou ter conhecimento de algumas
situações de violência durante as visitas íntimas, ao contrário da perceção da maioria das
reclusas não inscritas neste mesmo regime.
Esperamos que os resultados deste estudo, ao fornecer uma maior compreensão
sobre este tipo de visitas, possa contribuir para aperfeiçoar este tipo de regime, de forma
a melhor servir os objetivos do mesmo. Além disto, a nossa investigação ao demonstrar,
do ponto de vista da maioria das entrevistadas, uma contribuição das visitas íntimas ao
nível do equilíbrio psicoafectivo e comportamental das reclusas, sugere que melhorar este
regime pode aumentar a qualidade de vida de toda a comunidade prisional
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