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Percepções sobre a delinquência : análise à delinquência primária e reincidente – qual a relação entre família e delinquente / Catarina de Fátima Martins Rodrigues Neves ; ori. tese Angélica Constança Rodrigues

Autor: NEVES, Catarina de Fátima Martins Rodrigues Autor secundário: RODRIGUES, Angélica Constança ; FRÓIS, CatarinaIdioma: Português.País: Portugal.Publicação: Lisboa : Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, 2012Descrição física: 99 f.; 30 cm em PDFColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Mestrado Integrado em Ciências Policiais XXIV Curso de Formação de Oficiais de PolíciaAssunto: 410863 | 4987 | 234573 | 550 | 418070 | 5079 | 279CDU: 343.8 Localização e Cota : EST1314 Resumo: Centrados no conceito de delinquência era nosso intuito principal neste estudo fazer uma distinção entre a noção de recluso primário e recluso reincidente, evidenciando para isso a importância que o suporte familiar pode ter como fonte de prevenção ou de estímulo da delinquência. Concluímos pela análise teórica que os comportamentos desviantes delinquentes podem ser determinados por vários factores, de entre os quais se destacam, as condições precárias, financeiras, económicas, as vivências familiares, sociais, entre outras. O caminho que delineamos no nosso estudo partiu do princípio orientador de que a delinquência é um flagelo para as famílias e para a sociedade, o delinquente efectua o crime sem olhar a meios para atingir os fins. É neste sentido, que vem a formulação do nosso problema. Que relação existe/poderá existir entre o delinquente e a estrutura familiar. Este é um problema que podemos indagar num duplo sentido: Será que o delinquente tem noção das graves consequências dos seus actos? Poderá ser de alguma forma a estrutura familiar, um factor preponderante na prevenção do acto delinquente? A metodologia empregue nesta investigação assentou nos seguintes considerandos: utilização do método hipotético-dedutivo com recurso a técnicas de análise de base quantititativa e qualitativa na análise dos dados. A nossa amostra centrou-se na análise de sessenta indivíduos reclusos “residentes” num Estabelecimento Prisional Português. Com base na amostragem por conveniência seleccionamos trinta indivíduos reclusos primários e trinta reincidentes. Recorremos à técnica de entrevista individual directiva. Os reclusos aderiram com muita naturalidade e cordialidade quando confrontados com a nossa presença e com o motivo que nos fazia chegar até eles. Responderam às questões colocadas, com expressões de algum arrependimento, de passividade e resignação, ou até mesmo de revolta. Concluímos, após a correlação da variável central em estudo, neste estudo que particularmente a família, e de forma menos particular, as demais instâncias da sociedade (governamentais, por exemplo) têm uma grande importância na prevenção precoce da delinquência.
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Monografias Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
EST1314 (Browse shelf) 9820 Available DGRSP9820

Mestrado Integrado em Ciências Policiais XXIV Curso de Formação de Oficiais de Polícia

Centrados no conceito de delinquência era nosso intuito principal neste estudo fazer
uma distinção entre a noção de recluso primário e recluso reincidente, evidenciando para
isso a importância que o suporte familiar pode ter como fonte de prevenção ou de estímulo
da delinquência. Concluímos pela análise teórica que os comportamentos desviantes
delinquentes podem ser determinados por vários factores, de entre os quais se destacam, as
condições precárias, financeiras, económicas, as vivências familiares, sociais, entre outras.
O caminho que delineamos no nosso estudo partiu do princípio orientador de que a
delinquência é um flagelo para as famílias e para a sociedade, o delinquente efectua o
crime sem olhar a meios para atingir os fins.
É neste sentido, que vem a formulação do nosso problema. Que relação
existe/poderá existir entre o delinquente e a estrutura familiar. Este é um problema que
podemos indagar num duplo sentido: Será que o delinquente tem noção das graves
consequências dos seus actos? Poderá ser de alguma forma a estrutura familiar, um
factor preponderante na prevenção do acto delinquente?
A metodologia empregue nesta investigação assentou nos seguintes considerandos:
utilização do método hipotético-dedutivo com recurso a técnicas de análise de base
quantititativa e qualitativa na análise dos dados.
A nossa amostra centrou-se na análise de sessenta indivíduos reclusos “residentes”
num Estabelecimento Prisional Português. Com base na amostragem por conveniência
seleccionamos trinta indivíduos reclusos primários e trinta reincidentes. Recorremos à
técnica de entrevista individual directiva. Os reclusos aderiram com muita naturalidade
e cordialidade quando confrontados com a nossa presença e com o motivo que nos fazia
chegar até eles. Responderam às questões colocadas, com expressões de algum
arrependimento, de passividade e resignação, ou até mesmo de revolta.
Concluímos, após a correlação da variável central em estudo, neste estudo que
particularmente a família, e de forma menos particular, as demais instâncias da
sociedade (governamentais, por exemplo) têm uma grande importância na prevenção
precoce da delinquência.

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