Pessoas trans no contexto prisional português : discursos sobre percursos de vida e experiências de reclusão / Ana Clara dos Anjos Barbosa da Silva ; ori.tese Liliana Graciete Fonseca Rodrigues
Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: Porto : Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 2023Descrição física: 73 p.; 30 cmColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Dissertação apresentada no Mestrado em Psicologia, área de Psicologia da Justiça e da Desviância, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do PortoAssunto: 705 | 8510 | 7151 | 5106 | 6587 | 5079CDU: 159.9 Localização e Cota : EST1288 Resumo: As pessoas trans parecem estar em contacto com a justiça de forma desproporcionalmente elevada. Não obstante, têm sido, ao longo da história, um grupo invisibilizado e negligenciado nas prisões, tanto em Portugal como internacionalmente. Uma vez que os estudos acerca das vivências de pessoas trans em contexto prisional e seus percursos prévios à reclusão são, ainda, escassos, a presente investigação surge com o propósito de contribuir para o conhecimento acerca das experiências de pessoas trans nos estabelecimentos prisionais portugueses. Para esse efeito, foram realizadas 4 entrevistas semiestruturadas a pessoas autoidentificadas como trans, com idades compreendidas entre os 26 e 44 anos, atualmente em prisão preventiva ou a cumprir pena de prisão num dos vários estabelecimentos prisionais portugueses. Do processo de análise temática dos dados, como proposto por Braun e Clarke (2006), emergiram cinco temas: (i) Trajetórias e envolvimento com o crime, (ii) Lugar ocupado no sistema prisional como meio de imposição da normatividade de género, (iii) Interações com os diferentes elementos que habitam a prisão, (iv) Fazer frente ao sistema e (v) Novas regras de afetação de reclusos/as trans: tentativa do sistema para contrariar o paradigma cisnormativo. Denotando a necessidade de melhor compreender as vivências de pessoas trans na prisão, esta investigação procura problematizar as práticas e políticas prisionais que perpetuam o paradigma cisnormativo e que, em consequência, invisibilizam as experiências desta população prisional.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST1288 (Browse shelf) | 9760 | Available | DGRSP9760 |
Dissertação apresentada no Mestrado em Psicologia, área
de Psicologia da Justiça e da Desviância, da Faculdade de
Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do
Porto
As pessoas trans parecem estar em contacto com a justiça de forma
desproporcionalmente elevada. Não obstante, têm sido, ao longo da história, um grupo
invisibilizado e negligenciado nas prisões, tanto em Portugal como internacionalmente.
Uma vez que os estudos acerca das vivências de pessoas trans em contexto
prisional e seus percursos prévios à reclusão são, ainda, escassos, a presente investigação
surge com o propósito de contribuir para o conhecimento acerca das experiências de
pessoas trans nos estabelecimentos prisionais portugueses. Para esse efeito, foram
realizadas 4 entrevistas semiestruturadas a pessoas autoidentificadas como trans, com
idades compreendidas entre os 26 e 44 anos, atualmente em prisão preventiva ou a cumprir
pena de prisão num dos vários estabelecimentos prisionais portugueses.
Do processo de análise temática dos dados, como proposto por Braun e Clarke
(2006), emergiram cinco temas: (i) Trajetórias e envolvimento com o crime, (ii) Lugar
ocupado no sistema prisional como meio de imposição da normatividade de género, (iii)
Interações com os diferentes elementos que habitam a prisão, (iv) Fazer frente ao sistema e
(v) Novas regras de afetação de reclusos/as trans: tentativa do sistema para contrariar o
paradigma cisnormativo.
Denotando a necessidade de melhor compreender as vivências de pessoas trans na
prisão, esta investigação procura problematizar as práticas e políticas prisionais que
perpetuam o paradigma cisnormativo e que, em consequência, invisibilizam as
experiências desta população prisional.
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