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Comparação entre o impacto na saúde mental de (1) medidas de saúde pública de confinamento e (2) encarceramento em serviços prisionais / Ronaldo Costa Monteiro da Silva ; orient. Luís António Proença Duarte Madeira, Maria João Heitor Marques dos Santos Leal da Costa

Autor: SILVA, Ronaldo Costa Monteiro da Autor secundário: MADEIRA, Luís António Proença Duarte; COSTA, Maria João Heitor Marques dos Santos Leal da Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: Lisboa : Faculdade de Medicina de Lisboa, 2021Descrição física: 54 p.; 30 cmColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Tese de Mestrado em Medicina Legal e Ciências Forenses Assunto: MEDICINA | CONFINAMENTO | COVID-19 | RECLUSO | SAÚDE MENTAL | TESE DE MESTRADO CDU: 61 Localização e Cota : EST1277 Resumo: Durante a pandemia de COVID-19, têm sido utilizadas medidas de Saúde Pública, como a quarentena, o isolamento, o distanciamento social e a contenção comunitária. Estas medidas podem causar efeitos deletérios na Saúde Mental da população em geral. Nos serviços prisionais, a restrição da liberdade e os consequentes efeitos na Saúde Mental estão presentes de forma permanente. A presente revisão pretende aferir o impacto na Saúde Mental destas duas medidas de restrição de liberdade e concluir com algumas recomendações sobre como minimizar o mesmo. MÉTODOS: Pesquisa, na base de dados PubMed®, de artigos que aferiram o impacto das medidas de confinamento ou do encarceramento na Saúde Mental, até abril de 2021. Foram encontrados 1340 artigos e selecionados 135 para inclusão nesta revisão. DISCUSSÃO: As medidas de confinamento provocaram uma disrupção da rotina diária e variados efeitos a nível emocional. Constatou-se um aumento da prevalência de ansiedade, depressão, perturbações associadas ao stress, insónia e sofrimento psicológico. A nível comportamental, registaram-se efeitos prejudiciais significativos em diversas áreas. Foram encontrados vários fatores de risco e identificadas populações de particular vulnerabilidade, assim como fatores protetores relativamente a este impacto psicológico. Sugerem-se algumas medidas que podem mitigar o efeito deletério das medidas de confinamento. Relativamente ao encarceramento em serviços prisionais, discutem-se os vários fatores que podem explicar a elevada prevalência de perturbações psiquiátricas, particularmente o efeito do ambiente prisional, tendo-se identificado fatores protetores que diminuem o seu efeito potencialmente patogénico. Verificou-se que este impacto se mantém após a libertação, com dificuldades na reintegração e alta mortalidade. Sugerem-se algumas medidas com o objetivo de reduzir o efeito nocivo do encarceramento
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Monografias Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
EST1277 (Browse shelf) 9747 Available DGRSP9747

Tese de Mestrado em Medicina Legal e Ciências Forenses

Durante a pandemia de COVID-19, têm sido utilizadas medidas de
Saúde Pública, como a quarentena, o isolamento, o distanciamento social e a
contenção comunitária. Estas medidas podem causar efeitos deletérios na Saúde
Mental da população em geral. Nos serviços prisionais, a restrição da liberdade e os
consequentes efeitos na Saúde Mental estão presentes de forma permanente. A
presente revisão pretende aferir o impacto na Saúde Mental destas duas medidas de
restrição de liberdade e concluir com algumas recomendações sobre como minimizar o
mesmo.
MÉTODOS: Pesquisa, na base de dados PubMed®, de artigos que aferiram o impacto
das medidas de confinamento ou do encarceramento na Saúde Mental, até abril de
2021. Foram encontrados 1340 artigos e selecionados 135 para inclusão nesta revisão.
DISCUSSÃO: As medidas de confinamento provocaram uma disrupção da rotina diária
e variados efeitos a nível emocional. Constatou-se um aumento da prevalência de
ansiedade, depressão, perturbações associadas ao stress, insónia e sofrimento
psicológico. A nível comportamental, registaram-se efeitos prejudiciais significativos
em diversas áreas. Foram encontrados vários fatores de risco e identificadas
populações de particular vulnerabilidade, assim como fatores protetores
relativamente a este impacto psicológico. Sugerem-se algumas medidas que podem
mitigar o efeito deletério das medidas de confinamento.
Relativamente ao encarceramento em serviços prisionais, discutem-se os vários
fatores que podem explicar a elevada prevalência de perturbações psiquiátricas,
particularmente o efeito do ambiente prisional, tendo-se identificado fatores
protetores que diminuem o seu efeito potencialmente patogénico. Verificou-se que
este impacto se mantém após a libertação, com dificuldades na reintegração e alta
mortalidade. Sugerem-se algumas medidas com o objetivo de reduzir o efeito nocivo
do encarceramento

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