A parentalidade prospetiva pela voz de pessoas com identidade de género trans ou não binária / Sara Cristina Lemos da Silva ; ori.tese Anne Marie Germaine Victorine Fontaine, Jorge Júlio de Carvalho Valadas Gato
Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: Porto : [s.n.], 2018Descrição física: 62 p.; PDFColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Dissertação apresentada no âmbito do Mestrado Integrado de Psicologia, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do PortoAssunto: 705 | PARENTALIDADE | TRANSEXUALISMO | IDENTIDADE DO GÉNERO | TESE DE MESTRADO CDU: 159.9 Localização e Cota : EST1251 Resumo: A comunidade Trans tem sido cada vez mais alvo de estudo, caminhando desta forma para uma preocupação crescente em relação aos seus direitos e deveres. Este trabalho propõe-se a estudar a questão da parentalidade prospetiva em pessoas com identidade de género trans ou não binária, dando voz a cada um dos participantes e a cada uma das histórias, percebendo se querem ou já pensaram em ter filhos, se lhes foram apresentadas opções, que facilitadores e inibidores existem no processo, onde e como diverge o desejo de parentalidade, a influência de determinantes sociodemográficos e psicológicos, tudo isto contado na primeira pessoa. Foram realizados 4 grupos focais (GF), perfazendo um total de 14 participantes, dos quais seis se identificavam com uma identidade de género feminina, sete com identidade de género masculina e um/a com uma identidade de género não binária (NB). Posto isto, todos os grupos focais foram transcritos e analisados, emergindo vários temas centrais, dos quais quatro serão analisados e discutidos, com recurso a exemplos ilustrativos. Os temas centrais analisados neste trabalho são os Desejos, Motivações e Vias para a parentalidade, os Facilitadores da Parentalidade, os Inibidores da Parentalidade e Revelar a Identidade de Género. Entre as principais conclusões deste trabalho, destaca-se a presença do desejo parental, sendo que a adoção se apresenta como a principal opção. Para além disto, ressalvase a importância da família como um dos principais facilitadores da parentalidade e a priorização atribuída ao processo de transição que acaba por tornar a parentalidade um objetivo a longo prazo. Por fim, surge unânime a necessidade de manter um discurso aberto com as crianças acerca da identidade de género, assumindo que esta seria mais facilmente compreendida se adaptada à idade da criança e recorrendo a diferentes materiais de apoio. No contexto português, este trabalho apresenta-se como um primeiro passo no que diz respeito à parentalidade por pessoas trans, ressalvando, mais uma vez, a necessidade urgente de mais estudos que se debrucem sobre a temática| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST1251 (Browse shelf) | 9677 | Available | DGRSP9677 |
Dissertação apresentada no âmbito do Mestrado Integrado de Psicologia, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da
Educação da Universidade do Porto
A comunidade Trans tem sido cada vez mais alvo de estudo, caminhando desta forma
para uma preocupação crescente em relação aos seus direitos e deveres. Este trabalho
propõe-se a estudar a questão da parentalidade prospetiva em pessoas com identidade de
género trans ou não binária, dando voz a cada um dos participantes e a cada uma das
histórias, percebendo se querem ou já pensaram em ter filhos, se lhes foram apresentadas
opções, que facilitadores e inibidores existem no processo, onde e como diverge o desejo de
parentalidade, a influência de determinantes sociodemográficos e psicológicos, tudo isto
contado na primeira pessoa.
Foram realizados 4 grupos focais (GF), perfazendo um total de 14 participantes, dos
quais seis se identificavam com uma identidade de género feminina, sete com identidade de
género masculina e um/a com uma identidade de género não binária (NB). Posto isto, todos
os grupos focais foram transcritos e analisados, emergindo vários temas centrais, dos quais
quatro serão analisados e discutidos, com recurso a exemplos ilustrativos. Os temas centrais
analisados neste trabalho são os Desejos, Motivações e Vias para a parentalidade, os
Facilitadores da Parentalidade, os Inibidores da Parentalidade e Revelar a Identidade de
Género.
Entre as principais conclusões deste trabalho, destaca-se a presença do desejo
parental, sendo que a adoção se apresenta como a principal opção. Para além disto, ressalvase a importância da família como um dos principais facilitadores da parentalidade e a
priorização atribuída ao processo de transição que acaba por tornar a parentalidade um
objetivo a longo prazo. Por fim, surge unânime a necessidade de manter um discurso aberto
com as crianças acerca da identidade de género, assumindo que esta seria mais facilmente
compreendida se adaptada à idade da criança e recorrendo a diferentes materiais de apoio.
No contexto português, este trabalho apresenta-se como um primeiro passo no que
diz respeito à parentalidade por pessoas trans, ressalvando, mais uma vez, a necessidade
urgente de mais estudos que se debrucem sobre a temática
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