Intervenções assistidas por animais a reclusas do Estabelecimento Prisional do Funchal : promoção de bem-estar e prevenção de comportamentos agressivos / Sílvia Vasconcelos
Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: [S.l. : s.n.], 2023Descrição física: 80 p. : il.; PDFColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Pós-Graduação em terapia assistida por animaisAssunto: DIREITO PENITENCIÁRIO | EXECUÇÃO DA PENA | POPULAÇÃO RECLUSA | PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO | PROBLEMAS PSICOLÓGICOS | PROBLEMAS EMOCIONAIS | EDUCAÇÃO NA PRISÃO | TERAPIAS ALTERNATIVAS | INTERVENÇÃO PSICOTERAPÊUTICA | TESE de PÓS-GRADUAÇÃO CDU: 343.8 Localização e Cota : EST1238 Resumo: Os animais têm vindo a ocupar diversos espaços dentro das sociedades atuais. Para além das nossas casas, começam a “conquistar”, sobretudo nos EUA e em alguns países europeus, os lares de idosos; as escolas; os hospitais; centros de correção juvenil e as prisões, entre outros, com intuitos que vão além do objetivo lúdico ou recreativo – os animais vêm assumindo uma importância crescente nas intervenções terapêuticas nos seres humanos. Na Bélgica, por exemplo, os cães já são usados como parte das terapias médicas, integrando as consultas, sendo cada vez mais “prescritos” pelos médicos aos seus pacientes. E foi o conhecimento destes benefícios terapêuticos com a mediação de animais que também permitiram que esta “forma de reabilitação ganhasse impulso nas instituições penais” (Corleto, 2018). Descreve-se, na literatura, que o primeiro programa de terapia assistida por animais em prisões começou por acidente, “quando um interno do Hospital Estadual de Lima, em Ohio, adotou um pardal ferido” (Britton et al., 2005), ao que se associou a uma mudança no comportamento de todos os internos – “trabalhar e interagir com animais proporciona experiências positivas aos reclusos potenciando lições de aprendizagem de vida” (Deaton, 2005) e “ajuda-os a lidar com a sua raiva”. No nosso país, estes projetos de IAA começam a emergir em diversas instituições de saúde, de ensino ou de reabilitação social. A exemplo deste último, é de mencionar um trabalho pioneiro com cães no Estabelecimento Prisional feminino de Santa Cruz do Bispo, com resultados animadores quanto à influência dos animais na qualidade de vida e no relaxamento da população prisional. Há já estudos (que infelizmente escasseiam, ainda, no nosso país) que mencionam que a terapia mediada por animais (no caso, os cães) melhoram significativamente a vida de jovens conflituosos e institucionalizados em unidades de correção comportamental, e de reclusos. Há autores que falam mesmo em “cura” e reabilitação, emocional e social, de reclusos através da intervenção de animais - até porque, para a maioria das pessoas, os animais são seres “irresistíveis” e que “não os julgam” – “têm a possibilidade de interagir com um ser vivo que não os julgará pelos seus erros “ (Furst, 2006) - para eles, animais, não importa “os erros que se cometeram”; eles não discriminam os seres humanos, empatizando mesmo com eles, com naturalidade. Os animais "têm o poder de falar uma linguagem muito especial sem palavras" e têm "o dom de tirar o melhor dos seres humanos” ou não fossem, os cães, os “melhores amigos do Homem”. Acresce a isto que grande parte dos reclusos antes de irem para a prisão “possuíam animais e gostavam de passar tempo com eles” (McCormack, 2016) - o maior motivador para a resposta dos prisioneiros a estes programas assistidos por animais é o seu amor pelos animais - em particular, os cães..| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST1238 (Browse shelf) | 9644 | Available | DGRSP9644 |
Pós-Graduação em terapia assistida por animais
Os animais têm vindo a ocupar diversos espaços dentro das sociedades atuais. Para além das nossas casas, começam a “conquistar”, sobretudo nos EUA e em alguns países europeus, os lares de idosos; as escolas; os hospitais; centros de correção juvenil e as prisões, entre outros, com intuitos que vão além do objetivo lúdico ou recreativo – os animais vêm assumindo uma importância crescente nas intervenções terapêuticas nos seres humanos. Na Bélgica, por exemplo, os cães já são usados como parte das terapias médicas, integrando as consultas, sendo cada vez mais “prescritos” pelos médicos aos seus pacientes. E foi o conhecimento destes benefícios terapêuticos com a mediação de animais que também permitiram que esta “forma de reabilitação ganhasse impulso nas instituições penais” (Corleto, 2018).
Descreve-se, na literatura, que o primeiro programa de terapia assistida por animais em prisões começou por acidente, “quando um interno do Hospital Estadual de Lima, em Ohio, adotou um pardal ferido” (Britton et al., 2005), ao que se associou a uma mudança no comportamento de todos os internos – “trabalhar e interagir com animais proporciona experiências positivas aos reclusos potenciando lições de aprendizagem de vida” (Deaton, 2005) e “ajuda-os a lidar com a sua raiva”.
No nosso país, estes projetos de IAA começam a emergir em diversas instituições de saúde, de ensino ou de reabilitação social. A exemplo deste último, é de mencionar um trabalho pioneiro com cães no Estabelecimento Prisional feminino de Santa Cruz do Bispo, com resultados animadores quanto à influência dos animais na qualidade de vida e no relaxamento da população prisional.
Há já estudos (que infelizmente escasseiam, ainda, no nosso país) que mencionam que a terapia mediada por animais (no caso, os cães) melhoram significativamente a vida de jovens conflituosos e institucionalizados em unidades de correção comportamental, e de reclusos. Há autores que falam mesmo em “cura” e reabilitação, emocional e social, de reclusos através da intervenção de animais - até porque, para a maioria das pessoas, os animais são seres “irresistíveis” e que “não os julgam” – “têm a possibilidade de interagir com um ser vivo que não os julgará pelos seus erros “ (Furst, 2006) - para eles, animais, não importa “os erros que se cometeram”; eles não discriminam os seres humanos, empatizando mesmo com eles, com naturalidade. Os animais "têm o poder de falar uma linguagem muito especial sem palavras" e têm "o dom de tirar o melhor dos seres humanos” ou não fossem, os cães, os “melhores amigos do Homem”. Acresce a isto que grande parte dos reclusos antes de irem para a prisão “possuíam animais e gostavam de passar tempo com eles” (McCormack, 2016) - o maior motivador para a resposta dos prisioneiros a estes programas assistidos por animais é o seu amor pelos animais - em particular, os cães..
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