A plasticidade dos usos do crioulo em contexto prisional / Cláudia Resende
In: Configurações: Revista de Sociologia. [Braga]. 20 (2017) , p. 75-92Idioma: Português.País: Portugal.ISSN: 1646-5075Assunto: DIREITO PENITENCIÁRIO | EXECUÇÃO DA PENA | PENAS DE LONGA DURAÇÃO | PRISÃO | ESTRANGEIRO | LAZER | PORTUGAL CDU: 343.8 Localização e Cota : 343.8RES Resumo: Este texto analisará encontros informais de cidadãos com pertença nacional de Cabo-Verde e da Guiné-Bissau com especial destaque para a polivalência do uso das suas línguas maternas uma vez em cumprimento de uma pena efetiva de prisão. Esta investigação aplicou técnicas intensivas através de uma abordagem etnográfica às alas de um estabelecimento prisional masculino insular português de regime fechado, a qual contou com a partilha espontânea e consentida de objetos quotidianos dos participantes da amostra. A partir de notas de campo / observações empíricas / material voluntariamente facultado, foram feitas entrevistas em profundidade. A título supletivo, foram tiradas fotografias mediante anuência de todas as partes e com salvaguarda de resguardo. É evidenciado como a utilização falada do crioulo entre pares de reclusão pode ser metamorfoseada enquanto parte intrínseca da formulação de práticas de lazer e enquanto elemento inerente de estratégias de “sobrevivência institucional” no sentido de compensação de pressões e lacunas derivadas da restrição de liberdade.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | 343.8RES (Browse shelf) | 9370 | Available | DGRSP9370 |
Este texto analisará encontros informais de cidadãos com pertença nacional de Cabo-Verde e da Guiné-Bissau com especial destaque para a polivalência do uso das suas línguas maternas uma vez em cumprimento de uma pena efetiva de prisão. Esta investigação aplicou técnicas intensivas através de uma abordagem etnográfica às alas de um estabelecimento prisional masculino insular português de regime fechado, a qual contou com a partilha espontânea e consentida de objetos quotidianos dos participantes da amostra. A partir de notas de campo / observações empíricas / material voluntariamente facultado, foram feitas entrevistas em profundidade. A título supletivo, foram tiradas fotografias mediante anuência de todas as partes e com salvaguarda de resguardo. É evidenciado como a utilização falada do crioulo entre pares de reclusão pode ser metamorfoseada enquanto parte intrínseca da formulação de práticas de lazer e enquanto elemento inerente de estratégias de “sobrevivência institucional” no
sentido de compensação de pressões e lacunas derivadas da restrição de liberdade.
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