A influência da personalidade na deteção da mentira [Documento eletrónico] / Ana Alexandra Teixeira Ribeiro
Idioma: Português.Publicação: Lisboa : [s.n.], 2013Descrição física: 1 CD-ROM; 12 cmAssunto: 323418 | 341295 | 334284 | 4934Resumo: O presente estudo pretende analisar a influência que a personalidade tem na capacidade de detetar a mentira bem como observar quais as variáveis (sexo, idade, grau de confiança e indicadores utilizados) que contribuem para um maior sucesso ou insucesso por parte dos participantes na deteção correta da mesma. Esta investigação teve por base o seguinte conjunto de medidas e instrumentos: a análise de 4 vídeos (2 testemunhos verdadeiros e dois testemunhos falsos) e o preenchimento de um questionário que continha: a avaliação, em resposta dicotómica (testemunho verdadeiro vs testemunho falsos); os indicadores utilizados que sustentaram essa resposta; o grau de confiança do participante na sua resposta (onde 0% é nada confiante e 100% totalmente confiante); e por fim o inventário da personalidade – Big Five Inventory desenvolvido por John e Srivastava (1999) e traduzido e adaptado para a língua portuguesa por Ribeiro e Soeiro (2013). A amostra foi constituída por 186 participantes, sendo 59,7% do sexo feminino e tendo uma amplitude de idade dos 20 anos aos 64 anos com uma média de 32 anos (M=31,96, DP=11,32). Ao nível da precisão foi possível constatar, em todos os vídeos, à exceção do vídeo 4 (vídeo que apresentava um testemunho falso), que os resultados eram abaixo dos presentes na literatura, ou seja, eram abaixo de 50% de acertos. Por sua vez, os resultados do vídeo 4 corroboraram os resultados de outros estudos, onde a precisão se inseria entre os 50% a 60% (Vrij, 2004; Rodrigues & Arriaga, 2010). Em relação à personalidade, algumas facetas apresentaram diferenças significativas, no que concerne à precisão, nomeadamente no vídeo 1 (vídeo com testemunho verdadeiro) a faceta de Neuroticismo contribuiu para um maior número de erros e no vídeo 4 (vídeo com testemunho falso), a faceta de Neuroticismo apresentou um resultado inverso, mostrando-se mais positivamente relacionada com a precisão e por sua vez, a faceta de abertura à experiência mostrou-se relacionada com maior número de erros. Foi ainda analisada a relação da precisão com outras variáveis, nomeadamente: o sexo (que não se mostrou significativo), a idade (que apresentou diferenças estatisticamente significativas no vídeo 1 (testemunho verdadeiro) e no 4 (testemunho falso), sendo que quanto mais velhos os participantes maior o número de erros). E por fim, ao nível dos indicadores utilizados (nos vídeos falsos), quanto mais indicadores comportamentais eram utilizados mais aumentava o nível de precisão dos participantes.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Monografias | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJCD313 (Browse shelf) | PJCD313 | Available | PJ1CD313_75 |
Trabalho submetido ao Instituto Universitário Egas Moniz, para a obtenção do grau de Mestre em Psicologia Forense e Criminal, tendo como orientadora Cristina Soeiro. Ficheiro de 1,53 MB em formato PDF (62 p.). Resumo inserto na publicação.
O presente estudo pretende analisar a influência que a personalidade tem na capacidade de detetar a mentira bem como observar quais as variáveis (sexo, idade, grau de confiança e indicadores utilizados) que contribuem para um maior sucesso ou insucesso por parte dos participantes na deteção correta da mesma. Esta investigação teve por base o seguinte conjunto de medidas e instrumentos: a análise de 4 vídeos (2 testemunhos verdadeiros e dois testemunhos falsos) e o preenchimento de um questionário que continha: a avaliação, em resposta dicotómica (testemunho verdadeiro vs testemunho falsos); os indicadores utilizados que sustentaram essa resposta; o grau de confiança do participante na sua resposta (onde 0% é nada confiante e 100% totalmente confiante); e por fim o inventário da personalidade – Big Five Inventory desenvolvido por John e Srivastava (1999) e traduzido e adaptado para a língua portuguesa por Ribeiro e Soeiro (2013). A amostra foi constituída por 186 participantes, sendo 59,7% do sexo feminino e tendo uma amplitude de idade dos 20 anos aos 64 anos com uma média de 32 anos (M=31,96, DP=11,32). Ao nível da precisão foi possível constatar, em todos os vídeos, à exceção do vídeo 4 (vídeo que apresentava um testemunho falso), que os resultados eram abaixo dos presentes na literatura, ou seja, eram abaixo de 50% de acertos. Por sua vez, os resultados do vídeo 4 corroboraram os resultados de outros estudos, onde a precisão se inseria entre os 50% a 60% (Vrij, 2004; Rodrigues & Arriaga, 2010). Em relação à personalidade, algumas facetas apresentaram diferenças significativas, no que concerne à precisão, nomeadamente no vídeo 1 (vídeo com testemunho verdadeiro) a faceta de Neuroticismo contribuiu para um maior número de erros e no vídeo 4 (vídeo com testemunho falso), a faceta de Neuroticismo apresentou um resultado inverso, mostrando-se mais positivamente relacionada com a precisão e por sua vez, a faceta de abertura à experiência mostrou-se relacionada com maior número de erros. Foi ainda analisada a relação da precisão com outras variáveis, nomeadamente: o sexo (que não se mostrou significativo), a idade (que apresentou diferenças estatisticamente significativas no vídeo 1 (testemunho verdadeiro) e no 4 (testemunho falso), sendo que quanto mais velhos os participantes maior o número de erros). E por fim, ao nível dos indicadores utilizados (nos vídeos falsos), quanto mais indicadores comportamentais eram utilizados mais aumentava o nível de precisão dos participantes.
There are no comments for this item.