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Pesquisa de resíduos de disparo (GSR) de arma longa semi-automática na face, narinas, sobrancelha e mão do atirador [Recurso eletrónico] : análise por ICP-MS / Patrícia Enes Carvalhosa

Autor: CARVALHOSA, Patrícia EnesIdioma: Português.Publicação: Gandra : [s.n.], 2019Descrição física: 1 CD-ROM; 12 cmAssunto: 320585 | 343053 | 334284Resumo: A balística forense é responsável pelo estudo de armas, das munições, do movimento e trajeto, assim como impacto dos projéteis no alvo, tendo em conta o contexto jurídico em caso de crime com recurso a arma de fogo. A pesquisa de resíduos de disparo (GSR) poderá representar uma mais-valia numa investigação, podendo fornecer informações sobre o autor do disparo, assim como, permitir possíveis reconstruções da cena de crime. Na maioria das situações a recolha de resíduos de disparo é feita nas mãos do suspeito, tal como na roupa e/ou objetos, com auxílio de stubs, para posterior análise por SEM-EDX. No entanto, vários estudos têm vindo a ser realizados sobre a pesquisa de GSR em outras zonas, denominadas de zonas não convencionais, tais como, narinas, zonas da face e cabelo. Estes estudos são maioritariamente realizados recorrendo ao uso de armas curtas, razão pela qual, ao elaborar o presente projeto de investigação se pretendeu pesquisar GSR não só na mão do atirador, mas também na zona da bochecha e na sobrancelha do lado direito, e nas narinas do atirador com recurso a uma arma longa. Para efetuar os disparos, recorreu-se ao uso de uma arma longa, HK 416 de calibre 5,56x45mm NATO, pertença e em uso no Exército Português, nomeadamente na Força de Operações Especiais (FOE). Com este estudo pretendeu-se analisar a persistência dos GSR em diferentes zonas ao longo do tempo. Foram recolhidas amostras logo após o disparo, 3h, 8h e 14h após o disparo. Para este estudo dispusemos de 3 voluntários, que efetuaram 3 disparos. As amostras foram recolhidas e processadas por ICP-MS, pois esta técnica tem a capacidade de análise multi-elementar em amostras vestigiais, o que se mostrou eficiente para este estudo. Fez-se pesquisa de IGSR, ou seja, Pb, Ba e Sb, e outros elementos como Al, Cu, Zn, e Sr. Com os resultados obtidos, podemos concluir que na zona convencional (mão), os GSR eram detetáveis até 8horas. Contudo, algumas das zonas não convencionais, como a zona da sobrancelha e da face apresentaram resultados positivos para Pb, Ba e Sb até 14horas após o disparo, limite máximo utilizado neste estudo. Com isto, podemos concluir que, outras zonas podem ser utilizadas como zonas de recolha de forma a contribuir na resolução de casos de crime com recurso a arma longa de fogo. Espera-se com este estudo, contribuir para a investigação criminal com a melhoria dos protocolos de recolha e análise.
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Monografias Biblioteca da Polícia Judiciária
PJCD313 (Browse shelf) PJCD313 Available PJ1CD313_144

Dissertação do 2.º ciclo de estudos conducente ao grau de mestre em Ciências e Técnicas Laboratoriais Forenses, apresentada ao Instituto Superior de Ciências da Saúde, trabalho realizado sob a orientação de Cristina Couto e Luís Marques Fernandes. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 2,48 MB em formato PDF (69 p.).

A balística forense é responsável pelo estudo de armas, das munições, do movimento e trajeto, assim como impacto dos projéteis no alvo, tendo em conta o contexto jurídico em caso de crime com recurso a arma de fogo. A pesquisa de resíduos de disparo (GSR) poderá representar uma mais-valia numa investigação, podendo fornecer informações sobre o autor do disparo, assim como, permitir possíveis reconstruções da cena de crime. Na maioria das situações a recolha de resíduos de disparo é feita nas mãos do suspeito, tal como na roupa e/ou objetos, com auxílio de stubs, para posterior análise por SEM-EDX. No entanto, vários estudos têm vindo a ser realizados sobre a pesquisa de GSR em outras zonas, denominadas de zonas não convencionais, tais como, narinas, zonas da face e cabelo. Estes estudos são maioritariamente realizados recorrendo ao uso de armas curtas, razão pela qual, ao elaborar o presente projeto de investigação se pretendeu pesquisar GSR não só na mão do atirador, mas também na zona da bochecha e na sobrancelha do lado direito, e nas narinas do atirador com recurso a uma arma longa. Para efetuar os disparos, recorreu-se ao uso de uma arma longa, HK 416 de calibre 5,56x45mm NATO, pertença e em uso no Exército Português, nomeadamente na Força de Operações Especiais (FOE). Com este estudo pretendeu-se analisar a persistência dos GSR em diferentes zonas ao longo do tempo. Foram recolhidas amostras logo após o disparo, 3h, 8h e 14h após o disparo. Para este estudo dispusemos de 3 voluntários, que efetuaram 3 disparos. As amostras foram recolhidas e processadas por ICP-MS, pois esta técnica tem a capacidade de análise multi-elementar em amostras vestigiais, o que se mostrou eficiente para este estudo. Fez-se pesquisa de IGSR, ou seja, Pb, Ba e Sb, e outros elementos como Al, Cu, Zn, e Sr. Com os resultados obtidos, podemos concluir que na zona convencional (mão), os GSR eram detetáveis até 8horas. Contudo, algumas das zonas não convencionais, como a zona da sobrancelha e da face apresentaram resultados positivos para Pb, Ba e Sb até 14horas após o disparo, limite máximo utilizado neste estudo. Com isto, podemos concluir que, outras zonas podem ser utilizadas como zonas de recolha de forma a contribuir na resolução de casos de crime com recurso a arma longa de fogo. Espera-se com este estudo, contribuir para a investigação criminal com a melhoria dos protocolos de recolha e análise.

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