Anticristos superstars [Recurso eletrónico] : o mito dos serial killers como anti-heróis numa sociedade de extremismos / Luiz Alberto Brandão Moura
Idioma: Português.Publicação: Braga : [s.n.], 2016Descrição física: 1 CD-ROM; 12 cmAssunto: 140608 | 320881 | 321365 | 225033 | 321190 | 234577 | 344443 | 334284Resumo: Esta tese de investigação incide sobre questões sobre violência, repressão, mitologia, media e da relação com serial killers. Aqui, pretende-se tornar claro que o fenómeno dos assassinos em série não pode ser fixado na fantasia e no grotesco, sendo ele parte do Mal que esta mesma sociedade insiste em suprimir. O trabalho traz para o palco do "real" a discussão sobre a cobertura e identificação dos serial killers frente ao público. O outro objeto de estudo é o público tomando como “microscópio” o assassino em série para desmistificar e mostrar o lado sombrio do ser humano no dia a dia. E quais os efeitos e comportamentos causados pelo fascínio “repugnante” pelos serial killers. Análise dos textos e adaptação de conceitos para o território que esta tese visa estudar. Para isso, além das leituras e das reflexões de obras bibliográficas, serão produzidos também pensamentos em cima das mesmas, trazendo as ideias levantadas e propostas para o campo dos serial killers. A investigação procurará contextualizar a pesquisa em sites de internet e de matérias do jornal brasileiro Folha de São Paulo, mas de forma qualitativa. Isto porque o fio condutor dessa tese será o caso de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, o maior Serial Killer brasileiro e que, após extensa análise, considero um caso perfeito para se enquadrar em todos os conceitos que esta dissertação procurará abordar. Procura-se traçar um paralelo dessa situação com a maldade em estado puro e bruto representada pelos assassinos seriais e essa busca pela violência extrema que acontece a partir do momento que a “mola” que prende o nosso Mal interno arrebenta. Refletir sobre um conceito de uma nova violência e sobre as questões mais subjetivas que permeiam esse caso, como a seriação, e traçar paralelos entre esse conceito e o fascínio pela violência ritualizada praticada pelos assassinos em série. Questionar-se-á os motivos que levam as pessoas a se envolverem emocionalmente com esse tipo diferente de crime, que à primeira vista não possui significado, o que é desmentido. Pensar se vemos a violência a um novo nível ao ponto de precisarmos de motivos grotescos para expurgá-la. A metodologia teve como base a pesquisa bibliográfica, análise, comparação e sistematização dessas obras; a análise de casos veiculados pela Folha de São Paulo (num âmbito qualitativo) em especial da história do Maníaco do Parque, e também de sites na internet, filmes, músicas e literatura. Foi feita a análise das reportagens do ponto de vista do conteúdo, do tratamento espetacularizado, ingénuo, irresponsável em certos casos, na cobertura de crimes praticados pelos assassinos em série. Entende-se que, por se tratar de um tema que já por si só é demais subjetivo, não se pretende dar nenhum cunho científico (no sentido de matemática de análises) para o que estamos propondo. A metodologia incluiu ainda conversas informais com David Schmid, um dos maiores "experts" em Serial Killers do mundo, professor da Universidade de Buffalo, NY.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJCD299 (Browse shelf) | PJCD299 | Available | PJ1CD299_49 |
Tese de Mestrado apresentada ao Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho (Mestrado em Comunicação, Arte e Cultura), tendo como orientador Jean Martin Rabot. Ficheiro de 17,6 MB em formato PDF (150 p.).
Esta tese de investigação incide sobre questões sobre violência, repressão, mitologia, media e da relação com serial killers. Aqui, pretende-se tornar claro que o fenómeno dos assassinos em série não pode ser fixado na fantasia e no grotesco, sendo ele parte do Mal que esta mesma sociedade insiste em suprimir. O trabalho traz para o palco do "real" a discussão sobre a cobertura e identificação dos serial killers frente ao público. O outro objeto de estudo é o público tomando como “microscópio” o assassino em série para desmistificar e mostrar o lado sombrio do ser humano no dia a dia. E quais os efeitos e comportamentos causados pelo fascínio “repugnante” pelos serial killers. Análise dos textos e adaptação de conceitos para o território que esta tese visa estudar. Para isso, além das leituras e das reflexões de obras bibliográficas, serão produzidos também pensamentos em cima das mesmas, trazendo as ideias levantadas e propostas para o campo dos serial killers. A investigação procurará contextualizar a pesquisa em sites de internet e de matérias do jornal brasileiro Folha de São Paulo, mas de forma qualitativa. Isto porque o fio condutor dessa tese será o caso de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, o maior Serial Killer brasileiro e que, após extensa análise, considero um caso perfeito para se enquadrar em todos os conceitos que esta dissertação procurará abordar. Procura-se traçar um paralelo dessa situação com a maldade em estado puro e bruto representada pelos assassinos seriais e essa busca pela violência extrema que acontece a partir do momento que a “mola” que prende o nosso Mal interno arrebenta. Refletir sobre um conceito de uma nova violência e sobre as questões mais subjetivas que permeiam esse caso, como a seriação, e traçar paralelos entre esse conceito e o fascínio pela violência ritualizada praticada pelos assassinos em série. Questionar-se-á os motivos que levam as pessoas a se envolverem emocionalmente com esse tipo diferente de crime, que à primeira vista não possui significado, o que é desmentido. Pensar se vemos a violência a um novo nível ao ponto de precisarmos de motivos grotescos para expurgá-la. A metodologia teve como base a pesquisa bibliográfica, análise, comparação e sistematização dessas obras; a análise de casos veiculados pela Folha de São Paulo (num âmbito qualitativo) em especial da história do Maníaco do Parque, e também de sites na internet, filmes, músicas e literatura. Foi feita a análise das reportagens do ponto de vista do conteúdo, do tratamento espetacularizado, ingénuo, irresponsável em certos casos, na cobertura de crimes praticados pelos assassinos em série. Entende-se que, por se tratar de um tema que já por si só é demais subjetivo, não se pretende dar nenhum cunho científico (no sentido de matemática de análises) para o que estamos propondo. A metodologia incluiu ainda conversas informais com David Schmid, um dos maiores "experts" em Serial Killers do mundo, professor da Universidade de Buffalo, NY.
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