Bitcoin [Recurso eletrónico] : uma moeda para a era digital / Margarida Barreiros Russiano
Idioma: Português.Publicação: Lisboa : [s.n.], 2016Descrição física: 1 CD-ROM; 12 cmAssunto: 146307 | 245947 | 343169 | 334284Resumo: O conceito de Bitcoin foi introduzido em 2008, por um programador de pseudónimo Satoshi Nakamoto que criou um sistema “peer-to-peer”, ou seja um sistema eletrónico de moeda descentralizado, que não necessita de qualquer autoridade central para a emissão da moeda, liquidação, ou validação das transações, e que com o uso de criptografia, garantem o correto funcionamento de toda a rede bitcoin. Esta ideia inovadora concedeu uma nova e importante perspectiva ao conceito de moeda. A investigação sobre a crise financeira de 2008 sugeriu o “excesso de crédito” como a sua principal causa. Passados cerca de uma década, a massa monetária em circulação é cerca de 50% superior. Uma nova crise monetária está no horizonte. A tecnologia da Blockchain, que subjaz a Bitcoin, é apontada como um instrumento que pode emergir com relevo, como resposta a essas crises na medida que o seu registo de informação partilhada por todos os computadores pertencentes à rede, facilita a supervisão de dados que não podem ser manipulados ou apagados. São identificados impactos que a moeda digital oferece ao comércio internacional, onde a redução de taxas de transação, aliado à rapidez do processo, oferece competitividade a todos os intervenientes. Em países onde o acesso ao sistema bancário é restrito, desde que se tenha Internet e um telemóvel, é possível que sejam transacionados bitcoins com a mesma facilidade que se envia um e-mail, proporcionando um meio “acessível, barato e fácil” tornando-se um forte instrumento de inclusão social. Contudo, importa investigar as desvantagens inerentes a esta moeda digital, nomeadamente a volatilidade e a impossibilidade de assegurar a sua segurança de convertibilidade global e generalizada. Na verdade, a legislação do bitcoin ainda é ambígua, onde a sua conceção vai desde ao investimento, moeda, representação digital de valor ou apenas uma alternativa ao dinheiro fiduciário. Apesar de ser uma moeda recente e flutuante, facilita a compreensão se interpretarmos como um novo e inovador sistema de pagamento e não necessariamente um substituto às moedas existentes.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Monografias | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJCD287 (Browse shelf) | PJCD287 | Available | PJ1CD287_79 |
Dissertação de Mestrado para Obtenção do Grau de Mestre em Estratégia de Investimento e Internacionalização, do Instituto Superior de Gestão, tendo como orientador Rui Moreira de Carvalho. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 918 KB em formato PDF (62 p.).
O conceito de Bitcoin foi introduzido em 2008, por um programador de pseudónimo Satoshi Nakamoto que criou um sistema “peer-to-peer”, ou seja um sistema eletrónico de moeda descentralizado, que não necessita de qualquer autoridade central para a emissão da moeda, liquidação, ou validação das transações, e que com o uso de criptografia, garantem o correto funcionamento de toda a rede bitcoin. Esta ideia inovadora concedeu uma nova e importante perspectiva ao conceito de moeda. A investigação sobre a crise financeira de 2008 sugeriu o “excesso de crédito” como a sua principal causa. Passados cerca de uma década, a massa monetária em circulação é cerca de 50% superior. Uma nova crise monetária está no horizonte. A tecnologia da Blockchain, que subjaz a Bitcoin, é apontada como um instrumento que pode emergir com relevo, como resposta a essas crises na medida que o seu registo de informação partilhada por todos os computadores pertencentes à rede, facilita a supervisão de dados que não podem ser manipulados ou apagados. São identificados impactos que a moeda digital oferece ao comércio internacional, onde a redução de taxas de transação, aliado à rapidez do processo, oferece competitividade a todos os intervenientes. Em países onde o acesso ao sistema bancário é restrito, desde que se tenha Internet e um telemóvel, é possível que sejam transacionados bitcoins com a mesma facilidade que se envia um e-mail, proporcionando um meio “acessível, barato e fácil” tornando-se um forte instrumento de inclusão social. Contudo, importa investigar as desvantagens inerentes a esta moeda digital, nomeadamente a volatilidade e a impossibilidade de assegurar a sua segurança de convertibilidade global e generalizada. Na verdade, a legislação do bitcoin ainda é ambígua, onde a sua conceção vai desde ao investimento, moeda, representação digital de valor ou apenas uma alternativa ao dinheiro fiduciário. Apesar de ser uma moeda recente e flutuante, facilita a compreensão se interpretarmos como um novo e inovador sistema de pagamento e não necessariamente um substituto às moedas existentes.
There are no comments for this item.